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Alliny Sartori

Alliny Sartori


TEMA: ESPORTE E SAÚDE PÚBLICA


Estamos no horário de verão. E você já escolheu uma atividade física para praticar com esta horinha a mais que temos de sol? Você com certeza já deve ter ouvido falar dos benefícios daquela gostosa caminhada, mas irei exemplificar. Sabia que melhora a circulação, deixa os pulmões mais eficientes, combate a osteoporose, afasta a depressão, aumenta a sensação de bem-estar, deixa o cérebro mais saudável, diminui a sonolência, mantém o peso em equilíbrio e emagrece, controla a vontade de comer, protege contra derrames e infartos e também da diabete?

Infelizmente, a maior porcentagem de praticantes de atividade física contínua são as pessoas que se encontram nas camadas superiores da sociedade. Mas quero aqui apresentar valiosas dicas sobre a famosa caminhada: uma atividade gratuita e que exige pouca habilidade, além de poder ser praticada a qualquer horário do dia ou da noite. A palavra “caminhada” vem de “caminho”, e é justamente sobre o nosso caminho que será a nossa conversa de hoje. Qual seria o seu melhor caminho se pudesse voltar alguns anos atrás? Você faria uma opção diferente no seu caminho para alcançar outros lugares ou outras formas de vida? Não temos o domínio do tempo, mas temos o controle das nossas ações sobre o tempo presente. Seria possível investir hoje, quarta-feira, 30 minutos do seu tempo em uma simples caminhada para que possamos ter novos caminhos ao longo desta nossa longa, e muitas vezes exaustiva, jornada chamada vida?

Um ponto preocupante é que pessoas da terceira idade praticam cada vez menos exercícios físicos, provocando uma realidade perigosa no que tange a saúde pública e a própria saúde dos nossos idosos. Com a urbanização e o acesso as novas tecnologias, o sedentarismo tem afetado também as crianças e os jovens, que poupam os esforços e se dedicam muito as atividades do mundo virtual. Obviamente que a questão aqui é nossa saúde propriamente dita, mas seria incalculável a diminuição das demandas nos postos de saúde e nos hospitais, se a nossa preocupação fosse com a prevenção.

Quando adquirimos uma conduta regular em relação a prática das atividades físicas a nossa postura em relação ao nosso próprio corpo muda, principalmente nossa autoestima. Sei que devido aos problemas que muitas famílias enfrentam nesses duros tempos, principalmente as milhares de pessoas que buscam uma nova colocação no mercado de trabalho, dispor-se a fazer uma leve caminhada parece ser torturante. Mas apenas tente e persista, assim como muitos dos nossos problemas de vida que precisam de persistência para serem resolvidos. Simplesmente não desista de você, tampouco da sua saúde e da construção de hábitos melhores. Os impactos também possuem reflexos sobre o tabagismo, estresse e até na dependência de álcool e drogas, porém as medidas devem ser mais abrangentes, indo ao encontro da construção de uma política de saúde séria e que repercuta de forma significativa sobre a qualidade da nossa saúde pública.

Desta forma, é muito importante que o agente de saúde encoraje e oriente os pacientes para a prática de atividade física. Porém, este profissional poderia contar com o auxílio de um educador físico. Pois é: o profissional seria uma espécie de professor de educação física de família e trabalharia nos moldes do programa saúde da família, atuaria nos bairros, nas praças, nas quadras poliesportivas, nas pistas de caminhadas etc. O profissional seria capacitado para atender desde crianças até os idosos e, por meio de uma liberação médica, qualquer cidadão estaria apto para a prática de uma atividade regular de baixo impacto, como a caminhada.

Vislumbro as iniciativas das atividades comunitárias e o educador físico de família representa uma das maiores possibilidades de mudança. Suas atividades seriam para a prevenção de doenças crônicas, além do auxílio com a alimentação, o diálogo com a própria comunidade e do trabalho em equipe com os PSF (Programa Saúde da Família). Esta é a atenção primária que todos nós sonhamos realizar.

O melhor remédio será sempre a prevenção e uma atuação exclusivamente pública e comunitária é o caminho para que a prática regular de atividade não seja privilegio de um grupo social, mas sim de todos. Vale salientar que os custos não necessitam ser elevados, sendo esse um aspecto fundamental para que a população de baixa renda seja beneficiada.

E você se lembra quando comecei a falar dos caminhos? Pois bem, a preocupação com a saúde e o bem-estar, mais que um cuidado, é a afirmação da cidadania, pois requer a ocupação do espaço público, a generalização de benefícios, o ativismo social e a participação consciente... Há muitos caminhos para o futuro, este é apenas um deles. Sigamos em frente!

Câmara Municipal de Ibitinga

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