Logo Portal Ternura
20/09 - IBITINGA-SP
° °
Hilda Medeiros

Hilda Medeiros


Ao alcance de todos, realização de vida depende apenas de nós mesmos

Muito se fala em engajamento em âmbito profissional, porém, por que não falar em engajamento na vida?


Durante a Olimpíada do Rio os brasileiros se emocionaram, riram, choraram e esbravejaram. A energia, o entusiasmo, a dedicação, o foco, a superação dos atletas e daqueles que contribuíram para esse evento tão único deixará, além de um legado, muitas saudades. Depois de dezessete dias a vida voltou ao normal, com suas mazelas políticas e alguma esperança. O foco se volta para as entranhas de um país em luta para sair de uma de suas maiores crises.

Para aqueles que vibraram com os jogos sem deixar de lado seus projetos pessoais, ou quem participou efetivamente como artistas desse grande evento, o sentimento deve ter sido de satisfação e a sensação de dever cumprido. No entanto, muitas pessoas fizeram da TV a sua meta. Para essas, o término da Olimpíada não é só saudades, é ressaca e vazio. Não tem mais álibi pra deixar a vida acontecer depois.

Quando passamos horas em frente à TV ou das redes sociais, temos a falsa ilusão de que esses momentos de passividade nos quais nos encontramos descompromissados são os melhores momentos. No entanto são ilusórios, porque nessas horas estamos diante de algo pronto, algo dado, com pouca capacidade para a real expansão do “Eu”. Pesquisas dizem que os momentos que lembramos como memoráveis são aqueles em que colocamos o corpo, a mente ou ambos em ação e superamos desafios. O ponto de experiência máxima é quando agimos, quando realizamos algo a despeito de qualquer adversidade.

Ao encontrarmos coragem para seguir em frente, o sentimento passa a ser de poder e de controle, mesmo que no ato da atuação a atividade não tenha parecido agradável. A superação traz algo além do prazer que é a satisfação. Ponto de referência de como a vida deveria ser. Encontramos prazer ao contemplarmos nossas necessidades biológicas como: comer, dormir, sexo, etc. Porém o prazer por si só é fugidio. Ele não gera aprendizado e crescimento.

Para que aja qualidade de vida autêntica é preciso que aprendamos a gerar mais satisfação em nossa vida. Quanto menos uma pessoa se sente satisfeita, maior é sua necessidade de prazer, seja por comida, bebida e atividades passivas como passar horas diante de uma televisão ou redes sociais. É possível afirmar também que os vícios surgem como um preenchimento de um vazio de contentamento.

Em contra partida quanto mais uma pessoa conseguir se sentir plena, menor será sua necessidade de prazer imediato e fulgás. Nesse sentido é de fundamental importância encontrarmos tarefas que nos desafiem a sair do lugar comum. Ajustarmos nossos corpos e mentes para fluírem em harmonia em direção a um propósito maior. No contexto intelectual, ter permissão para sair do papel de quem sabe tudo e buscar aprender coisas novas. No trabalho, encontrar metas claras, estímulos e tarefas desafiadoras, lembrando que objetivos pequenos demais geram tédio e grandes em demasia ansiedade. Em relação ao físico, buscar atividades que proporcione fluência corporal: tocar um instrumento, praticar esportes, dançar, etc. Por fim, no equilíbrio de um corpo que age e flui e de uma mente criativa que produz, encontrarmos a justa medida do tempo descompromissado e passivo do sofá. Tóquio que nos aguarde.

Artigo de:

Hilda Medeiros – Transformando Realidades. Coach e Terapeuta, realiza atendimento presencial e online. Ministra Palestras, Workshops e Treinamentos em todo Brasil -www.hildamedeiros.com.br

Câmara Municipal de Ibitinga

Últimas colunas

José de Paiva Netto

José de Paiva Netto

As graves consequências dos diversos tipos de suicídio

As graves consequências dos diversos tipos de suicídio
Antonio Tuccílio

Antonio Tuccílio

Precatórios: o calote precisa ter fim

Precatórios: o calote precisa ter fim
José de Paiva Netto

José de Paiva Netto

Sustentabilidade pela Economia Celeste

Sustentabilidade pela Economia Celeste