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Isabela Manchini

Isabela Manchini

Isabela Manchini tem 24 anos de idade, é graduada em Pedagogia pela Faibi e mestranda em Educação Sexual pela Unesp-Araraquara.

LGBTQI+ NA ESCOLA: RESPEITO É DEVER DE TODOS!


O respeito é um valor fundamental que deve ser trabalhado desde os primeiros anos de escolaridade das crianças, nos quais é necessário que aprendam a respeitar a TODOS os indivíduos da escola e suas diferenças.  Primeiramente se faz necessário deixar a hipocrisia de lado com a afirmação de que somos todos iguais, pois se todos nós fossemos iguais, não haveria situações seríssimas de preconceito e discriminação, pois é a partir das diferenças que surge atos preconceituosos.

É preciso colocar a diversidade em discussão dentro das escolas - e isso vale não só para a sexual, mas também para a racial, a socioeconômica, a religiosa, a comportamental, as físicas e qualquer outra - não importa a idade do aluno. O que varia, é claro, é a abordagem, a forma e a adequação da linguagem para cada idade!

Muitos professores e comunidade escolar em geral também partilham dessa opinião, mas ainda consideram a diversidade sexual um tabu dentro da escola. Uma pesquisa feita sobre as diferentes formas de discriminação entre os diferentes grupos (negros, indígenas, ciganos, periféricos, homossexuais) em 501 escolas, 27 estados, 18.599 pessoas (professores, alunos, gestores) 93,5% dos entrevistados possuem preconceito com relação ao gênero, 87,3% possuem preconceito em relação a orientação sexual.

Diante disso, infelizmente o ambiente escolar tem se tornado sexista, transfóbico, homofóbico e heteronormativo, o que acaba acarretando a discriminação, a exclusão na trajetória escolar/profissional e também as diferentes formas de violência enfrentadas pela comunidade LGBTQI+ dentro da escola. Quem nunca ouviu alguém ser chamado de “veado” ou “sapatão” na hora do recreio ou em discussões nesse meio? Quem nunca ouviu expressões “ande como homem!’’ “se comporte como uma menina!” ou até mesmo a demissão de um profissional devido a sua orientação sexual, identidade ou expressão de gênero, por conta de suposição que ele poderia influenciar as escolhas das crianças?

Essas atitudes são absurdas e omitir-se é tornar-se cúmplice!  Ao se calar frente a essa realidade, a instituição fecha os olhos para tal situação, reforçando esse preconceito podendo acarretar casos de violência, homofobia, transfobia (entre outros), que vemos com frequência na mídia.  Pode parecer óbvio, mas é importante reforçar: a lei não garante o direito à educação apenas a pessoas de determinada orientação sexual ou identidade de gênero. Lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans possuem o mesmo direito à educação que quaisquer outros cidadãos e cidadãs brasileiras, em “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”. Também acho muito importante olharmos para o artigo 205 da Constituição Federal (CF) de 1988 que diz:

Além de falar e debater sobre o assunto dentro da escola, é importante criar um ambiente em que as diferenças entre identidade de gênero, expressão de gênero e orientação afetivo-sexual sejam tratadas com naturalidade e as pessoas se sintam à vontade e seguras para ser como são. É necessário questionarmos:

• QUEM SÃO ESSES ALUNOS E PROFISSIONAIS DENTRO DA ESCOLA?

• COMO A ESCOLA LIDA COM A DIVERSIDADE? EM ESPECIAL A DIVERSIDADE LGBTQI+?


A escola deve ser um lugar no qual os indivíduos aprendam a conviver com as diferenças e a deixar de lado preconceitos e estereótipos que encontram nas demais esferas sociais. Perseguições por causa de escolhas referentes à sexualidade são inadmissíveis. Compete aos educadores e comunidade escolar em geral deixar isso claro e fazer com que a escola seja, de fato, um espaço em que se aprende a respeitar a todos. ACEITAR É UMA ESCOLHA SUA! RESPEITAR É DEVER DE TODOS!

 

Para sugestões: [email protected]

Instagram: @isabelamanchini

Câmara Municipal de Ibitinga

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