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13/07 - IBITINGA-SP
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Jótha Marthyns

Jótha Marthyns


A súbita divina multiplicação de Reais nos cofres da União, Estados e Prefeituras

Montar hospitais de campanha¹ dá super exposição na mídia. E votos aos políticos governadores e prefeitos, ali e acolá.


Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta”. Albert Einstein – (1879 - 1955)

 

Inicio e perguntando sem ofensas. Por que o H1N1 não parou economias como a pandemia de coronavírus? Como o Brasil foi afetado pela H1N1, a 1ª do século 21’?

Caros Watsons. Vamos ao foco principal. É intrigante: antes da pandemia do Covid 19 aqui na Terra de Santa Cruz, a saúde pública nunca foi levada a sério pelas autoridades a começar por Prefeitos, vereadores, alcançando os moradores lá em Brasília, na Praça dos três Poderes, o “Eixo do Mal”, sempre alegando falta de recursos. Politicas publicas, sempre relegadas ao interesse pessoal dos congressistas. “Ora pois, certo diriam, F... os eleitores e contribuintes”!

O planeta Terra para. De repente, sob o toque de isolamento social a população brasileira testemunha o “milagre da multiplicação de recursos”. Brotam bilhões de reais repassados na área da saúde e outros tantos destinados para auxílio emergencial (mixureca) de R$ 600,00 a trabalhadores informais, autônomos e MEIs. O "coronavoucher", surge tal qual um ‘Salvador da Pátria’.

Desde   2003,   período   “nunca   visto   na   história   deste Pais”, milhares de pessoas devem ter tido a saúde agravada ou morrido por falta de atendimento médico adequado nas filas do SUS em sucateados Hospitais, Prontos-Socorros, UBS, AMEs e UPAs. Ano após ano foi crescente a massa de desempregados alcançando mais de 12 milhões de trabalhadores.

Mas eis que de repente, com a chegada do letal coronavírus, bilhões de reais de várias fontes surgem destinados a  combater a doença. Atitude louvável. Acrescente-se a esse milagre financeiro o sistema de saúde não estar sobrecarregado muito graças à corajosa política de isolamento social.

Todavia, diante de vergonhosos antecedentes, de ‘orelha em pé’, como ter a certeza de que tais recursos da saúde estão chegando aos destinos e sendo usados na prática?

A nível de estados, deve ser criado um canal, tipo Comitê Gestor da pandemia do Covid 19 nos Municípios de consulta para informar detalhadamente e com total transparência o uso de todo esse dinheiro nos diversos custeios. Tudo dentro do principio básico de administração pública, com o ‘L.I.M.P.E’.

Falando de Monte Alto. Primos e primas, sem ofender, só para entender.

  • Pergunta 1:  Gestor  municipal da Saúde informou  ao governo estadual, os leitos que estão prontos e habilitados  na rede hospitalar para aumentar a oferta no SUS?
  • Pergunta 2: Se solicitada a habilitação da unidade em funcionamento, já recebeu recursos para manutenção dos serviços
  • Pergunta 3: Quantos deputados “amigos de Monte Alto” estão canalizando o ‘quantum’ em verbas emergenciais para a Prefeitura e Santa Casa?

Sem querer igualar-me aos epígonos de Platão, questiono: “Seremos aprovados nesta lição”? O coronavírus não escolhe e não restringe suas vítimas. O Brasil deveria mais é aprender com os erros da China, Itália, Espanha, França e dos Estados Unidos.

Peripatéticos & Empiristas, cessem o estoque de papel higiênico. Esse consumo alucinado é para higienizar a pandemia de Covid 19, ou imediatas profecias de diarreias?

Sistema Solar. 2020, “uma esquina onde o Planeta fez uma

 curva”. O que está acontecendo nem a maravilhosa ficção delirante e fantástica (O Amor nos Tempos do Cólera) do Gabriel Garcia Márquez daria conta. Além de filme já rodado por Hollywood, cabe drama digno de novela das nove.

Em meio à atual pandemia, que apavora o mundo e põe em xeque a economia global, com ameaça de uma recessão de difícil recuperação, o dilúvio de opiniões mais complica ao invés de esclarecer.

Hoje em dia, graças à internet, temos vários meios de checar notícias e pesquisar o que quisermos. Não é hora de vacilo, brincar de espalhar fake news sobre o coronavírus.

Brasil 2020. 11/4/2020 17:24:28. Essa coisa > pandemia de coronavírus mata, mas tem cura. Ah... Fieis de Baco, cuidem-se; pois ainda temos em nossa volta Dengue, Zica, Chikungunya, Meningite, Sarampo, Tuberculose, pneumonia, asma, bronquite, Gonorreia, Sífilis, Aids, Câncer, Diabetes, obesidades, Calvície, Impotência e frigidez sexual.

Também causam mortes, contabilizadas em frias estatísticas, as mais de 50 mil por ano em violências extremadas, acidentes em ruas e rodovias que ceifam outros 40 mil. O solo brasileiro é manchado de sangue todos os dias.

Tudo a ver. Dados preliminares do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, informa que AVCs diários e hipertensão matam todos os dias 388,7 pessoas vítimas fatais da doença, o que significa 16,2 óbitos a cada hora. Qual governador de estado ou prefeito lamenta essas mortes na TV jornais, ou rádios?

Amigo Marcellus, “Something is rotten in the state of Denmark”) ‘algo de podre no Reino da Dinamarca’. (Willian Shakespeare na peça Hamlet). Um artigo curto é insuficiente para esgotar o rol de dificuldades que poderia justificar tal diagnóstico. Entendeu?

Pausa para HQ. Em Gotham City, também em isolamento social no interior da BatCaverna, o menino prodígio Robin exclama ao Morcegão: Santas intervenções divinas e intergalácticas socorram o Brasil e Monte Alto’! Pô Batman, nem a Liga da Justiça pode ajudar!

Saindo do virtual. Então “gado” ‘orai e vigiai’ quem for de oração. Cuidai quem for de cuidados ateus. Amém? “Fides et Ratio”! (Fé e Razão!)

“Juntos vamos derrotar o vírus unidos pela informação e responsabilidade”.

¹ Hospital de Campanha é uma unidade hospitalar móvel, que temporariamente cuida de pessoas atingidas por situações de emergências e calamidades públicas.

Câmara Municipal de Ibitinga

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