Ainda temos muitos passos a dar

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O mundo nunca mais será o mesmo depois do ‘coronavírus’. Os otimistas acreditam num renascimento verde e num mundo mais justo, enquanto os pessimistas vislumbram um longo período de recessão, desemprego e miséria. Seja como for, a humanidade sempre sobreviveu às grandes crises.

Por Jótha Marthyns
 

4/6/2020 16:15:32. É natural que o foco das atenções dentro do planeta seja a debelação da covid-19. Afinal, é essa a patologia que vem ceifando vidas, destruindo sonhos, enclausurando pessoas e esganando, esmagando a economia nos quatro cantos do globo. Claro aqui se inclua a “Cidade Sonho” dentro da Região Metropolitana de Ribeirão Preto.

Muito embora seja uma doença democrática, na perspectiva de que vaga no ar e penetra indistintamente crentes e ateus, brancos e negros, magros e obesos, bons e ruins, livres ou enclausurados. Livres de contágio só os astronautas.

Um simples correr dos olhos nas páginas dos tabloides, ou o ouvir dos noticiários ou ver imagens registre-se, nos mostra um mundo que, para além do coronavírus, padece de males muito mais arraigados e, de tão reprisados, terminam por transparecer uma certa complacência social para com eles. Oxalá que a eloquência do silêncio, num mundo sitiado por um vírus invisível, não ecoe como consentimento àqueles.

As análises são pertinentes em reflexões, ideias e pensamentos. O ‘coronavírus’ nos impôs uma radical mudança de hábitos, a começar pelo isolamento social. Futuro incerto.

Prever o futuro é sempre arriscado, principalmente numa era de incertezas. É mais fácil aprender com o passado. Sigamos em frente. Já se vão mais de 70 dias de muitas dúvidas, angústias, muito trabalho. Mas de conquistas também.

Nunca na história deste País, ocorreu uma derrama de dinheiro publico para beneficiar comunidades ‘sem eiras e beiras’. As pessoas, empresas, empresários, se solidarizaram em ajudas com doações financeiras milionárias e de materiais de higiene, cestas básicas.

De repente, bilhões de reais, das áreas públicas e privadas são destinados as áreas da saúde de todos os estados. (“Tem que manter, viu”?)

Tal qual sob efeito de mágicas, aprendemos que a união e a solidariedade fazem a diferença e compreendemos que os tropeços não nos impedem, senão nos ajudam, a enfrentarmos a vida com firmeza e compromissos, além de esperança e gratidão por quem está ao nosso lado e pelo que recebemos.

Nesse momento temos poucas certezas num globo cada vez mais interconectado, no qual a pandemia propulsou para a interação digital os locais mais recônditos. Mas uma delas é a de que estamos nos reinventando como pessoas e como profissionais.

Muitas coisas estamos aprendendo com esta pandemia, desde novas formas de trabalhar, de locomoção, de se comunicar, de relacionamentos mais pacientes e solidários dentro das famílias, nos círculos de trabalhos, escolas e Igrejas.

Será que nesta vez, poderemos também aprender a viver sem guerras na Siria, Afeganistão, Iêmen? Nos morros cariocas? Sem violências, sem tragédias cotidianas dentro de lares e de cidades? Reinará a paz no transito de ruas e rodovias? Direitos Humanos serão aplicados às minorias, incluindo crianças, idosos?

Caros Watsons. Será que desta vez aproveitamos as lições deixadas por outras tantas pestes que por séculos dizimaram milhões de seres humanos? ? Desta vez, terráqueos enxergarão a luz no final do túnel? O que aprenderemos e o que virá depois, só o tempo senhor da razão, dirá.

Os moradores temporários em Brasília, ao redor da Praça dos Três Poderes, dentro do Eixo do Mal, tornar-se-ão mais capazes, justos e patriotas? Contentar-se-ão somente com seus polpudos salários?

Terão valia as disposições constitucionais assinalando a liberdade de expressão de pensamento, se líderes investidos de mandato popular a começar de municípios, rosnam à vista da mais sútil das críticas?

Peripatéticos, Sofistas, Hedonistas, Empiristas, niilistas, liberais, republicanos, democratas, comunistas, socialistas, capitalistas, Corintianos, São Paulinos e Santistas, uni-vos! É preciso distinguir as espécies de verdades. A hora é agora!

Confrades e confreiras, discípulos de Sócrates, Platão e Aristóteles: “Juntos vamos derrotar o vírus unidos pela informação e responsabilidade”.

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