COMEMORAR O QUÊ?

7 de junho de 2021. Dia Nacional da Liberdade de Imprensa! Sabia?

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CF/1988 > artigo 220: "A manifestação do pensamento, a criação,
a expressão e a informação, sob qualquer forma,
processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição"

 

Em 1808 durante o período de Dom João VI, só se admitia a Imprensa Régia, isto é, meios de comunicação que estavam sob as asas do rei. Tudo a ver nas similaridades midiáticas com momentos atuais.

Na República Velha a imprensa começa a se estruturar como empresa identificada de Grande imprensa, ousando jornalismo militante com jornais diários. A pequena imprensa, formada pelo jornalismo negro e imigrantes, em dificuldades de financiamentos e periodicidades.

Século XX e início do XXI. A liberdade de imprensa continua atacada e manietada no país. A censura se fez presente em toda a história do jornalismo no Brasil, ora mais branda, ora mais intensa, censurada antes mesmo de começar.

Registra a história universal: em períodos autoritários, o campo é fértil para embates entre o poder constituído e a revisão da linguagem, matéria-prima da liberdade de imprensa como um bem público, de benefício das sociedades.

No Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, relembramos os lamentáveis ataques às liberdades dos profissionais atuantes. Desde o começo da existência da imprensa no Brasil, os obstáculos enfrentados para o livre exercício da atividade revelam episódios de profunda violência e intimidação em diferentes momentos da história nacional.

PÁTRIA AMADA BRASIL. Bombas e incêndios em redação, censuras as reportagens, ameaças e assassinato de jornalistas, perseguição as publicações.

As “brigas de cachorros grandes”, (políticos e imprensa) resguardadas as devidas amplitudes proporções, também continuam acontecendo em modestas e aparentes vilas ordeiras deste patropi; em episódios de padrão de cerceamentos de linha editorial e de conteúdo, contextualizando o nível de vulnerabilidade de profissionais independentes e também dos profissionais ligados aos grandes meios de comunicação, além de órgãos oficiais.

Aproveitando, em tempo hábil. Inclua-se esta urbe de Monte Alto no rol de culpas em atentados a liberdade de imprensa e de opinião em agressões aos direitos humanos perpetrados contra este articulista jornalista em meados da década 1990, quando lhe foi outorgado pela Câmara Municipal o título pejorativo de “Persona Non Grata”, por publicação de editorial no Jornal A Tribuna “Palácio dos Palhaços ou Escolinha do professor Raimundo? ”

Aquele desastrado e impensado desmando de violações à liberdade de imprensa daquela Casa Legislativa de 17 edis, foi revogado por ato geral da mesma Casa no ano de 2000, por iniciativa do vereador petista Gilberto Morgado (in memorian).

Na sequência, no início da madrugada de 3 de setembro de 1996, a sede do Jornal A Tribuna, na rua Dr. Raul da Rocha Medeiros 1860 – Centro – (Galeria Olma) - sofreu incêndio criminoso com danos de instalações físicas, moveis e arquivos, quando sufocada economicamente, ficou 2 anos sem circular. Reergueu-se por significativos apoios morais de alguns amigos. Cito aqui, o apoio recebido do empresário Delcides Menezes Thiago (Thiago da Ótica)

O movimento popular liderado por este autor, familiares e amigos empresários, na ideia de implantação aqui nesta cidade de Monte Alto da radiodifusão livre e comunitária foi duramente e ferozmente reprimido por governo federal (FHC) e municipal de 1997, com denúncias, e após estar no ar por 15 meses, tem fechamento da Educativa FM por agentes da Anatel e Policia Federal.

Trogloditas da Pedra Lascada, assarapantados, ‘Fiat Lux’. Casos similares de continuas perseguições morais, agressões físicas, danos patrimoniais a jornalistas e publicações continuam narrados dentro desta amada terra Brasil.

Apesar da ampliação de direitos na última década, segundo a ONG Repórter sem Fronteiras, 139 jornalistas foram assassinados na América Latina, sendo o Brasil um dos líderes no ranking.

Tempus fugit. Grupos criminosos também são vetores de terror, inserindo-se nesse contexto o assassinato do repórter da Rede Globo, Tim Lopes, em 2002, por criminosos do Complexo do Alemão, (Cidade Maravilhosa) quando fazia uma reportagem sobre a realização de bailes funk com exploração sexual de menores de idade.

O renomado jornalista Paulo Henrique Amorim, morto em 2018, revela em seu biográfico "Quarto Poder", remete à imprensa como mais uma esfera de influência social, comparável ao Judiciário, Legislativo e Executivo, ensejando as controversas relações entre o interesse jornalístico e o enquadramento desejado pelos detentores do poder econômico. Entende?

Fiéis, nobres, clérigos e oníricos Confrades e Confreiras. Tal qual os advogados, jornalistas também, contam o que lhes motiva na profissão: lutar por uma sociedade mais justa e inclusiva, buscar soluções que deem efetividade ao direito, corrigir injustiças e transformar a vida das pessoas.

Sociedade de cibernéticos, sorumbáticos desta urbe. Ânimos! Cada vez gosto mais de mim mesmo, nasci para o bom combate midiático. Falo e faço. E se preciso me amarro na minha esquina preferida e boto a boca no meu megafone em defesa dos ideais democráticos em defesa da liberdade de expressão e de opinião da imprensa.

É verdade. As vezes tento desafiar o senso comum e as opiniões pré-estabelecidas. Para tal ousadias, atrevimentos, não dependo jamais de “pó de canela”, chá de cogumelo, ou de Papaver somniferum’ ‘sais do senador’, ‘cheirinho de pedra preta’, ou ‘tapinha na erva’ para alcançar em êxtases revelações das verdades cósmicas do Nirvana.

Espadas e Baiacus... fecham-se provisoriamente os panos.

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