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29/09 - IBITINGA-SP
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Jótha Marthyns

Jótha Marthyns


E dai? Temos medidas de proteção social?


A expansão da pandemia de covid-19 pelas favelas, periferias e interiores do Brasil escancarou a perversa desigualdade social e econômica entre as classes sociais, naturalizada e aceita por grande parte da sociedade e das instituições do Estado, o que representa uma barreira às recomendações de higiene básica ,distanciamento físico e permanência em casa .

Confrades e Confreiras. O assunto ainda é global e não se exaure até a chegada da vacina da covid 19 em 2021. Alerto: este não é 1 um post-desabafo. Boa leitura.

 

Sigamos rachar verbos. Continuo minha saga, em despertar, acordar, gente adormecida, entorpecida em reflexão e discussão. É lição a mim passada por comandantes superiores estacionados com suas naves no lado oculto da Lua, aguardando a hora final das verdades. (Pessoal, nestes escritos igual a centenas de  outros de minha inspiração, só estou tomando café, sem “sais ou congêneres” dos quais nunca fui dependente.)

Legal? Vamos em frente com o tema titulado acima, pois a fila anda A partir dos municípios, garantir proteção social para as populações em situação de vulnerabilidades, no contexto da pandemia, é também uma forma de promover saúde. Não é mesmo, montealtenses?

Sim. A regra é clara, tal qual linguagem de alambrado atrás do goleiro da equipe visitante de futebol da 3ª divisão. A desigualdade empurrada para baixo do tapete da história desta Terra da Santa Cruz, agora nesta virada esquina do planeta deixando encostar a covid 19, se mostra de forma gritante e vergonhosa para políticos e povo. Juntaram-se os problemas de ontem com os de hoje.

Corremos contra o tempo para garantir a sobrevivência humana nesse cenário catastrófico de visão apocalíptica, nem por profecias imaginadas.

Lá em Brasília, tirando as nádegas de poltronas em salas de ar condicionado diante das circunstancias, escolhidos do Conselho Nacional de Saúde (CNS) desde o inicio alertam sobre a necessidade de especial proteção a grupos em situação de vulnerabilidade ou em risco.

Agora, obrigados a mostrar serviços, preocupam-se em protocolos e pesquisas mapeando orientando e encaminhando pessoas em situação de rua, com sofrimento ou transtorno mental, com deficiência, vivendo com HIV/aids, LGBTI+, população indígena, negra e ribeirinha e trabalhadores do mercado informal, como catadores de lixo, artesãos, camelôs e prostitutas de luxo ou as de orla de praias, beira de cais,  estradas e periferias de aeroportos e rodoviárias.

Nessa lista não taxativa do Conselho acrescentemos a população carcerária, antes da covid 19 sobrevivendo em condições subumanas em estilos medievais. Inclua-se os profissionais de saúde que lidam com o risco real de contaminação e os sentimentos de medo, frustração e impotência em seu trabalho. Nesse balaio agregue-se as latentes e crescentes violências crônicas nas periferias, uma epidemia adicional do país.

Na base determinante de todas estas condições está a posição das pessoas e das famílias no gradiente social. As distâncias entre os que têm muito e os que nada têm são obscenas no Brasil. Durante 13 anos (2003/2016) mascarou-se essa nefasta realidade iludindo a massa do gado com doação de míseros auxílios denominados de ‘bolsa’

Ponto. Dos males o maior que nos abate é a pandemia pelo novo coronavírus; uma simples doença, produzida por um vírus que mede não mais do que 1 bilionésimo de milímetro, produzindo cataclismas econômicos, só imagináveis em conflitos bélicos letais, caso das duas guerras mundiais do século 20. A Terra desde fevereiro emite um grito lancinante de socorro!

Perguntas aqui não ofendem e tampouco ameaçam: “Apelo de socorro lançado a quem?” Contudo, vencida a crise aguda da pandemia, persistirão tais políticas emergenciais estruturadas pró-saúde hoje aplaudidas? Cessará as ondas de solidariedades entre empresas, para pessoas até então invisíveis?

Glorias sim aos Céus! O mantra repetido é que todos os esforços de agora servirão para mais rapidamente recuperar a “normalidade”. Mas que normalidade? A que nos trouxe até aqui? Repito e insisto: ‘minhas perguntas não tem a pretensão de ofender nem tampouco ameaçar’, entendeu?

Ou precisaremos de um novo fórceps, que certamente virá, para extrair de governos e da sociedade dita organizada, políticas públicas definitivamente comprometidas com a saúde humana? Concordam vocês monte altenses? Está bom assim, moradores da Região Metropolitana de Ribeirão Preto?

ATO FINAL. Diante de atual contexto, sobreviventes da pandemia do ‘coronavirus covid 19’, não se esqueçam de que em 15 de novembro, vamos escolher quem sentará na cadeira 1 do Paço Municipal com vistas a Praça Central desta nossa “Cidade Sonho.”

Discípulos de Arquelau de Atenas, Sócrates, Platão e Aristóteles, conclamo: “Juntos vamos derrotar o vírus unidos pela informação e responsabilidade”.

 

Câmara Municipal de Ibitinga

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