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09/07 - IBITINGA-SP
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Jótha Marthyns

Jótha Marthyns


Mais uma Pandemia abala o Planeta Terra

O século XX viu grandes esforços das principais potências para desenvolver três tipos das chamadas “armas de destruição em massa” (ADM): atômica, bacteriológica


“Quando o principal obstáculo que encaramos é a firme vontade do inimigo, nos parece lógico que cuidemos de destruí-la pelo caminho mais rápido e direto, atacando o moral e a vontade das multidões e também os esforços da produção, não só de material bélico como também aqueles referentes aos meios de vida da retaguarda”. - Sherman Miles

 

Primeiro foram as armas químicas cujos efeitos destrutivos não se devem a força explosiva, mas sim a toxicidade das substâncias que as compõe, que podem vir a ferir, matar e/ou causar danos ao meio ambiente. Agora, quando e quem começou a guerra bacteriológica?

As armas biológicas são as mais temidas na atualidade, pois são capazes de devastar várias sociedades, contaminando a água, o ar, a terra e os alimentos.

O mais antigo relato histórico do uso de armas biológicas remonta ao século VI a.C., quando os assírios contaminavam os poços e fontes de seus inimigos com animais mortos.

A história segue. Desde 2000 a.C., há relatos do uso de armas químicas. A ideia de aniquilar o inimigo por envenenamento é bem antiga. Já na Índia de era comum empregar nas guerras cortinas de fumaça, dispositivos incendiários e vapores tóxicos. Os gregos usaram flechas envenenadas em suas guerras.

Considerados os pais da Guerra Biológica, os Mongóis liderados por Genghis Khan (o guerreiro que conquistou o mundo sobre seu cavalo) atiraram para dentro dos muros da cidade de Caffa cadáveres em estado avançado de decomposição de soldados que sucumbiram à Peste Negra abalando a moral e resistência das tropas inimigas.

I Guerra Mundial - 1914-1918 - A Primeira Guerra Mundial marcou a entrada da química nos campos de batalha. Alemanha ataca França com cloro. É a primeira utilização de gás em um conflito moderno. Nessa guerra houve mais de 100 mil mortos vítimas de armas químicas.

Guerra do Rife - 1920-1926 - Após a anexação dos territórios de Ceuta e Melilla no Marrocos, em 1912, a Espanha após sofrer derrotas pelas forças nas região montanhosa do Rife, militares espanhóis usam gás mostarda. Em 1924, a França entra na guerra ao lado da Espanha e, em 1926, o território espanhol no Marrocos estava novamente reconquistado.

Invasão italiana da Etiópia - 1935-1936 - Conflito colonial entre a Itália fascista de Mussolini e o Império etíope que resultou na ocupação militar da Etiópia. Apesar da superioridade militar italiana, a forte resistência levou Mussolini a autorizar o uso de gás mostarda contra militares e contra a população civil. Morreram 500 mil etíopes e 5 mil italianos.

II Guerra Sino-Japonesa - 1937-1945 - O caráter expansionista e militar do Império Japonês está na origem desse conflito com a China. A guerra em larga escala tem início em 1937 e termina com a rendição japonesa em 1945, após a derrota na Segunda Guerra Mundial pelos aliados.

1939 – 1945 – Os gases mortíferos dos nazistas não chegaram aos campos de batalha, mas foram empregados em larga escala no assassínio de populações inteiras: a IG Farben desenvolveu o zyklon-B, o gás usado pelos nazistas para matar milhões de judeus nas câmaras dos campos de extermínio.

Apesar da resolução da Liga das Nações em 1938 contra o uso de armas químicas, o Exército japonês utilizou gases tóxicos contra civis e militares chineses inúmeras vezes.

Os exércitos coreano e chinês acusam os EUA de terem usado armas biológicas entre 1950 e 1953 durante a Guerra da Coréia. Os americanos negam.

A praga continuou a cruzar novas fronteiras. Durante os sete anos da Guerra Civil no Iêmen do Norte, de 1962 a 1969, as tropas egípcias que participavam do conflito usaram armas químicas.

Guerra do Vietnã - 1954-1975 - Conflito entre a República do Vietnã do Sul, apoiada principalmente pelos EUA, e o Vietnã do Norte. Os EUA se envolvem diretamente no conflito em 1965. Durante a guerra, o Exército americano fez uso de armas químicas, entre elas o napalm, mistura de gasolina com resina de uma palmeira, e mais de 80 milhões de litros de o agente laranja, herbicida com substância cancerígena pulverizado sobre toda a região. Apesar do poderio militar e econômico americano, o país é obrigado a se retirar do local em 1973.

Guerra Irã-Iraque - 1980-1988 - Conflito resultado de disputas políticas e territoriais na região. No tabuleiro geopolítico, o Iraque era financiado pela Arábia Saudita e pelos Estados Unidos; o Irã tinha o apoio da Síria, da Líbia e da União Soviética. Em meados do anos 1980, o Iraque é acusado de utilizar armas químicas com gás venenoso na região curda de Halabja, contra as tropas iranianas e contra os curdos vitimando civis, mulheres e crianças. O cessar-fogo é mediado pela ONU em 1988.

Somente em 1972, um tratado internacional proibiu a produção e estocagem de armas biológicas. Em 1995, porém, os EUA acusaram 17 países de ainda ter programas de desenvolvimento dessas armas. A lista citava Irã, Iraque, Líbia, Síria, Coréia do Norte, Taiwan, Israel, Egito, Vietnã, Laos, Cuba, Bulgária, Índia, Coréia do Sul, África do Sul, China e Rússia.

Terráqueos! Existe algo ainda mais cruel que os gases venenosos. São as armas biológicas – bactérias para matar o inimigo de doença. Uma estratégia antiga e uma realidade nos últimos anos.

A gripe espanhola, que matou até 50 milhões de pessoas entre 1918 e 1919 e infectou cerca de 40% da população mundial. Este articulista lembra que em 1957 então com 13 anos de idade em São Vicente (SP), contraiu a gripe asiática, (1956/1958). Sobreviveu com tratamento caseiro com chocolate quente e em barra, injeções e atenção e cuidados de saudosa mãe, a espanhola Maria Guadalupe Martyn Marthyn. Cerca de 2 milhões de pessoas morreram em consequência da "gripe asiática", pandemia originada na China.

Em 1968, a propagação de um vírus da gripe originado em Hong Kong provocou a morte de 1 milhão de pessoas, segundo as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 2005, a OMS estimou que uma eventual pandemia de gripe aviária (H5N1) poderia provocar entre 2 milhões e 7,4 milhões de mortes em todo o mundo. Segundo a organização, essa era uma estimativa conservadora, baseada em dados da pandemia de 1957, considerada leve.

Durante o século passado, mais de 500 milhões de pessoas morreram de doenças infecciosas. Várias dezenas de milhares dessas mortes foram devidas à liberação intencional de patógenos ou toxinas. As epidemias anuais de gripe comum costumam atingir de 5% a 15% da população e provocam entre 250 mil e 500 mil mortes anuais, principalmente entre idosos.

Agora, diante desses sofridos quadros trágicos de terror e horror com a pandemia do medo, que passa a humanidade a partir do Homo sapiens, estamos juntos com a reflexão do tema com Batman e Robin.

Após uma noite exaustiva jogando xadrez com o Secretario da Segurança Pública Municipal, o comissário Gordon, o menino prodígio exclama: “Santas destruições! “Santas maldades”! Batman chame a Liga da Justiça. Se o Coringa não conseguir destruir Gotham City com armas químicas ou biológicas, ele vai disparar misseis intercontinentais com ogivas atômicas. A Batcaverna cai!” Céus, Cat Woman, Se correr a ‘bicho’ pega, se ficar a ‘bicho’ come!

Galera. Relaxemos. Dentro das possibilidades do SI – Sistema Internacional de Unidade - gosto de lembrar a todos; “possível” não é o mesmo que “provável” e é dramaticamente diferente de “estabelecido”.

Irmãos e irmãs era isso que vocês estavam esperando ler? Entendeu irmão? Entendeu irmã? Glórias ao Santo Revelador! Entoemos juntos: ‘O Dia em que a Terra Parou’ (Raul Seixas, em 1977)

Câmara Municipal de Ibitinga

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