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07/08 - IBITINGA-SP
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Jótha Marthyns

Jótha Marthyns


Por que existem tantos sofrimentos na Terra?


“Mas eis a hora de partir: eu para morte, vós para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo ninguém o sabe, exceto os deuses.” Sócrates

* Jótha Marthyns

Iniciando, admito que não é certo que vocês meus  leitores sejam aqui levados aos portais do céu. Mas asseguro-vos   que aqui juntos em reflexões o texto se limita a lançar um olhar forçosamente breve  e entraremos por alguns minutos no paraíso dos deliciosos manjares do saber e da literatura  filosófica.

Em tempo. Este artigo dos pontos de vista investigação cognitiva neutra e isenta, não tem a intenção de exibir as inúmeras pontuações ou  problematizar de que estou converso a algum tipo de religião, ou até estar mergulhado no contexto de intrigantes postulados da mecânica de Newton e do eletromagnetismo de Maxwell, ou  profunda em busca de respostas da vida e da morte.   

Seguindo meus mestres. De Platão (428-347 a.C.) a Heidegger (1889-1976), a tradição filosófica é repleta de teorias e ensinamentos sobre a morte, tema tão amedrontador quanto instigante.

Schopenhauer (1788-1860), um dos mais ilustres pensadores alemães do século 19, chega ao ponto de afirmar que "a morte é a musa da filosofia" e, por isso, Sócrates definiu a filosofia como "preparação para a morte". Sem a morte, seria mesmo difícil que se tivesse filosofado.

Acompanhem-me, vamos  detectar a intensidade da onda de interrogações. Aqui,  insistiremos  na necessidade existencial da verdade, matriz e fonte de todas as necessidades, como de todos os esforços para solucioná-las.

É justamente o sofrimento que obriga a humanidade de hoje a se ocupar mais com a sua existência na Criação. A mais ninguém é possível viver surda e cegamente, colocando-se de lado, pois o sofrimento chega para cada um de alguma forma. Quer rico, quer pobre… ninguém fica preservado! ‘Nascer, viver e morrer’, diz o poeta sertanejo.  

A questão que nos resta é então; mas, por quais motivos esta  vida humana tem que passar por  tantos sofrimentos neste planetinha azul?

A Terra agoniza diariamente em mortes por terremotos,  erupção de vulcões, guerras, atentados terroristas, massacres de etnias,  crimes hediondos, assassinatos fúteis, estupros de crianças por pais, parricídios, feminicidios,  infanticídios; doenças hereditárias, raras, cânceres em crianças, tragédias nas águas de mares, rios, lagos, cachoeiras, mortes por mosquito, animais peçonhentos, tragédias no transito urbano e em rodovias, queda de aviões, incêndios e desabamentos em prédios, casas, florestas.  Encostas de morros desabam sobre casas, ruem pontes, viadutos. Inundações de rios, avanço de ondas  tsunamis, queda de barragens, explosões em minas, plataformas marítimas, vitimas de raios, do frio, do calor,  e de animais terrestres e marinhos.

São várias as formas de morrer, pois o corpo humano não tem poderes e defesas  para suportar situações que ocorrem inesperadas.

Pergunta: - Seria o planeta Terra,  mundo de ‘Provas e Expiações’ onde ainda predomina o mal?  É preciso, portanto, compreender que as dores e sofrimentos terrenos são passageiros, apenas mecanismos de acelerar a evolução humana?

Pois bem terráqueos.  respondam vocês se forem  capazes. Por quais motivos o ser humano e enviado a este Mundo através da cópula entre homem e mulher? Quem coloca nele o sopro da vida? Seria sua vida aqui projetada e desenvolvida por um supercomputador manipulado  pelo Criador?

Onde está nisso o sentido da vida? E por que um Juízo Final é um ajuste de condutas? E onde fica o livre-arbítrio que, conforme consta, o ser humano possui, se ele está exposto a todos os golpes do destino?

Por que Deus permite que aconteçam tantas injustiças na face da Terra? Os seres humanos foram criados apenas para sofrer por falhas pretéritas? E não consta que todos são filhos de Deus? Se é assim, por que existe então tanta desigualdade entre as criaturas humanas?

Por quais motivos matamos diariamente animais de sangue quente, igual ao nosso, para saciarmos nossas fomes com suas carnes e vísceras?  Entretanto, este não é o tema desta manifestação.  

Seguindo. Por que de um lado a pobreza e de outro lado a riqueza e abundância? Por que existem farturas e misérias? E por que crianças nascem aleijadas, surdas, mudas e cegas? Por que crianças morrem?  

Diante de tudo isso,  crassas diferenças não deixarão surgir dúvidas quanto à justiça e o amor  de Deus pela sua Criação?

Perguntas sobre perguntas! E nem  todas são justificadas. Até aqui os resultados  continuam conflitantes.

Data Vênia. Nenhuma pessoa está exposta a golpes arbitrários do destino! Tudo o que nos  atinge, seja bom, seja ruim, temos  de atribuir a nossa própria escolha através da vontade.

Ao longo do tempo  somos sugestionados de que quem sofre na Terra terá  recompensa nos céus ou num nirvana, e que aquele que pratica o mal deverá esperar seu castigo no inferno ou no purgatório, é simplesmente ridícula. Ridícula e triste ao mesmo tempo, pois mostra nitidamente como os espíritos humanos são restritos e estreitos! Só usam um lado cérebro para pensar.

Segundo a doutrina espiritualista, a fim de compreender isto, cada um deve saber que já esteve  encarnado em vários ciclos de vezes nesta Terra!

Uma única vida terrena nunca bastaria para desenvolver plenamente todas as capacidades que residem no espírito humano.

É até admissível aceitar que a cada encarnação aumenta a distância entre as vibrações harmoniosas das leis cósmicas da Criação.

Seria então, somente o saber da existência de repetidas vidas terrenas  que dá esclarecimentos e explicações sobre o "porquê" dos muitos sofrimentos e das aparentes injustiças sob as quais geme e grita em desesperos  a atual humanidade?

O homem deve primeiro aprender a discernir o certo do errado, o bom do ruim e os sábios dos néscios. A aprendizagem da verdadeira sabedoria envolve fazer escolhas sábias.

Dando continuidade, outra Pergunta: Mundos de Provas e Expiações correspondem a mundos onde  ainda predomina o mal? Seria a Terra um planeta de regeneração?

Se bem que até  corresponde. Hoje cada um colhe apenas aquilo que no decorrer de suas muitas peregrinações terrenas semeou. "O que o ser humano semeia terá de colher!". Na natureza o efeito desta lei é compreensível a qualquer um. Ninguém esperará trigo se semeou milho. Na existência  humana também não é diferente.

Por último, não será supérfluo entender   a crença cega e dúvidas quanto à infalível justiça de Deus aumentam apenas o fardo de culpa que cada um carrega consigo, do inicio ao fim.  

É nesse percurso em direção à Verdade que o intelecto humano, ao saber o mundo, toma consciência de si e se descobre imagem e semelhança do divino. E o conhece.

A escolha é livre. Mas as consequências da resolução são decisivas e imutáveis!" –

Termino. Concluamos juntos.  Tudo o que fazemos custa tempo de vida. Certo? Seremos nós aqui,  mais dois pensadores no universo das ideias? Não uma ilha?

* Jótha Marthyns, 74 -  Jornalista, editor MTB n.º 232/ SP, do Jornal A Tribuna, em Monte Alto/SP., Jornal A Tribuna Web Noticias. Colunista no Portal Ternura FM/Ibitinga´SP.   Youtuber. Radialista, apresentador do Jornal da Tarde na Rádio Cultura AM. Palestrante, Publisher - Bacharel em Direito/2012. Cavaleiro em Comenda outorgada pela Soberana Orden Militar y Hospitalaria de Caballeros y Damas Nobles de Andalucía del Infante  Don Fernando y Santa Eufemia. E-mail [email protected]

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