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07/08 - IBITINGA-SP
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Jótha Marthyns

Jótha Marthyns


Tragédias repetitivas no Brasil. Até quando?

País não pode mais continuar como se esses fatos se torne parte do cenário cotidiano – “são tragédias terríveis”. Quem os culpados? As famílias, o Estado ou


Antes dos enfoques deste meu despretensioso texto, alerto meus leitores (as) que não quero aqui arvorar-me paladino da justiça mundial, travestido de cientista politico, nem mesmo este faz parte de  tese de doutorado  em Antropologia Urbana.

Os fatos. Retrospectivas. Na madrugada de 1º de maio de 2018, prédio de 24 andares pegou fogo e desabou na região do Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo. Nas ‘Minas Gerais’, os rompimento das barragens de Mariana em  5 de novembro de 2015, causou 19 mortes.  Desde o inicio deste 2019,   no Rio de Janeiro, e São Paulo ocorreram  desabamentos e enchentes com mais de uma dezena de vitimas fatais  Em Brumadinho em 25 de janeiro de 2019, deixou rastro de destruição com 203 mortos e ainda em 105 desaparecidos. Em  de  8 de fevereiro de 2019,    o incêndio no  CT do Flamengo, o ‘Ninho do Urubu’, ceifou a vida de 10 jovens atletas.

Estas são as tragédias mais recentes, mas somam-se as outras tantas por todo o solo brasileiro. Não estamos aqui computando as mortes diárias em rodovias e transito urbano por todo o país, nem tampouco os assassinatos.

Nosso tempo. Manhã de 13 de março de 2019 na cidade de  Suzano, integrando a Grande  São Paulo, a maior Capital  da América do Sul, foi palco de mais uma tragédia brasileira no Jardim Imperador, no interior da escola estadual Raul Brasil. Os assassinos, segundo a Polícia Militar, tinham 17 e 25 anos. Entraram na escola que estava com portão e portas abertas, sacaram de armas e abriram fogo a esmo no horário do intervalo e matando estudantes, uma funcionária do colégio.  Ao menos oito adolescentes, mais dois adultos, morreram no tiroteio. Deixaram baleados e agredidos a machadinha e faca,  em estado grave. Os  dois atiradores, suicidaram-se. (sic)

Também concordo que as  tragédias matam também a razão. Também é certo que o mundo vive um momento histórico de cobranças.

Acorda gigante Brasil. Sim, precisamos discutir a posse e o porte de armas. Sim, carecemos de mais segurança nas escolas. Sim, necessitamos diminuir o consumo de bebidas entre crianças e adolescentes. Sim, é preciso combater o narcotráfico. Sim, precisamos cuidar de nossos doentes mentais e sentir vergonha do SUS. Sim, é urgente reordenar o ordenamento jurídico pátrio.  Sim, precisamos dedicar respeitos e cuidados com idosos. Sim, o País ante o Mundo,  precisa envergonhar-se da Lava-jato e ações similares de assaltos aos cofres públicos,  praticas descaradas enraizadas por toda a administração brasileira desde Cabral.

Encaixando o raciocínio de tragédias.   É oportunismo usar o massacre de Suzano para defender esta ou aquela lei sobre armas? É de um oportunismo inominável usar o massacre de Suzano para fins políticos. É ainda mais complicada, uma vez estabelecida uma correlação estatística, entre queda no número de homicídios e das armas em circulação, extrair relação de causa e efeito.

Nossa realidade. Desde a segunda metade do século XX, a maioria de Jovens brasileiros sejam brancos, pardos  ou negros continuam sem  apoios de famílias, em  maiorias desestruturadas e  integradas de pessoas analfabetas, pais e mães totalmente despreparados para sublime missão gerar e dar vida  às suas crias.

Se bem que também é preciso atentar que a família é a primeira atingida pelo desequilíbrio social em qualquer país. Se a família desmorona, as pessoas não sabem onde aprender e dedicar o amor.

Não é deste século, mas a partir dos “homo sapiens”, milhares de anos após, que estudos psicológicos comprovam que a relação pai, mãe, filho e irmãos é uma realidade tão profunda e intrínseca no ser humano que seu fracasso pode desencadear uma série de situações de desequilíbrios e sofrimentos que vai do aspecto individual e psicológico, ao aspecto comunitário e social, até com patologias sérias.

Em vários nossos contextos, incluam-se as separações inesperadas de pais com filhos pequenos ou adolescentes, que repentinamente ficam desapossadas de cuidados, carinho,  amor e respeito.  Às vezes em ambientes  domésticos de violências são espancadas,  violentadas e  brutalmente  e assassinadas.

 Essas criaturas, em fuga da realidade mergulham nas más companhias, mergulham em jogos eletrônicos de guerras e extermínios  com violências e barbáries  extremas,   juntando-se a temas musicais  em apologias às drogas, bebidas, sexo grupal, tabaco, sedentarismo e obesidade.

Por todo nosso planeta azul famílias desestruturadas geram indivíduos desequilibrados. Seria esse um dos motivos dessa alienação  mundial quase a beira do coletivo?

Se bem que excluamos aqui os traumas provocados pelas guerras, tal qual vivem adultos, crianças e adolescentes na  Síria, ou junto das  instabilidades politicas tal qual vive a Venezuela, ou as levas de  sul americanos que aventuram-se entrar nos Estados Unidos.  O Mundo fervilha pelo direito a vida digna.

Sem querer ter a chave dos segredos do  Universo,  concluímos aqui que em solo patropi  nos últimos tempos,  somam-se milhares os mortos em  tragédias ceifando vidas; fatos esses  evidenciaram  sempre o risco de morte que acomete esses jovens brasileiros.

Assim chegamos a 2019.  O número de crianças e adolescentes vítimas de armas de fogo aumentaram 12% de 2012 a 2016, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde.

No total, no período, foram 44.578 mortes causadas por agressões e lesões por disparos de arma de fogo de diferentes calibres. A maior parte das vítimas (61%) são crianças pretas e pardas: 31.200.

Em um panorama mais amplo, o Atlas da Violência de 2018 mostra que, considerando a década 2006-2016, o país sofreu aumento de 23,3% nos casos de homicídios de jovens de 15 a 29 anos. Esses números não incluem apenas os casos de armas de fogo. Em 2016, foram 33.590 jovens assassinados, sendo 94,6% do sexo masculino.

Seja qual for o recorte dos dados a ser observado e comparativos  o fato é que o jovem brasileiro morre em taxas muito elevadas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil detém o sétimo maior índice de homicídios entre jovens em todo o mundo. Piores do que o Brasil, apenas Honduras, El Salvador, Colômbia, Venezuela, Iraque e Síria.

Apesar do aumento de tais números absolutos, o ritmo de crescimento desacelerou a partir de 2003, ano em que foi sancionado o Estatuto do Desarmamento, quando se restringiu a posse e o acesso a armas no país.

Acesso a armas é um dos grandes temas tratados pela literatura acadêmica,  doutrinária e jurisprudencial  nacional. A população está cansada da corrupção, do desemprego e das precariedades dos serviços públicos a começar dos municípios – e em especial das violências. Até quando?

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, "Hoje temos 79 facções de narcotraficantes no Brasil, que aliciam  adolescentes  cada vez mais novos para  integrar os  ‘Estado Paralelo”.

Acrescentando conclusões.  Sim, já, prá ontem, o Brasil e o mundo precisam compreender os mecanismos que tornaram as redes sociais um meio de difusão de ideologias mortíferas e de exibicionismos macabros. Pais devem banir dos lares, jogos eletrônicos mortais, onde cada morte incentiva ganhos de pontos e taça no  podium dos campões.

Termino. Oremos. “Pátria acima de tudo. Deus, acima de todos”

******** Jótha Marthyns, 75 -  Jornalista,  editor MTB n.º 232/ SP, do Jornal A Tribuna, em Monte Alto/SP., Jornal A Tribuna Web Noticias. Colunista do Portal Ternura FM/Ibitinga-SP.  Youtuber.   Radialista,  apresentador do Jornal da Tarde na Rádio Cultura  AM. Palestrante, Publisher - Bacharel   em Direito/2012. Cavaleiro em Comenda outorgada pela Soberana Orden Militar y Hospitalaria de Caballeros y Damas Nobles de Andalucía del Infante  Don Fernando y Santa Eufemia. E-mail  [email protected]

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