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20/09 - IBITINGA-SP
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PG Nogueira

PG Nogueira


Deuses Americanos


Imagine como seria nos dias de hoje se deuses antigos como Odin, Anubis, Loki entre outros existissem em nosso meio, disfarçados de pessoas comuns. Agora imagine também que deuses são criados a partir de adoração, então adicionamos novos deuses que surgiram ao longo do tempo, como o deus da tecnologia. Seguindo essa premissa temos Deuses Americanos, uma série adaptada do escritor britânico de fantasia Neil Gaiman, um mestre se tratando desse assunto. 

A história gira em torno do ex-detendo Shadow (Ricky Whittle), que um dia antes de obter sua liberdade recebe a noticia que sua noiva foi morta. A caminho de seu funeral Shadow conhece o enigmático Senhor Quarta-Feira (Ian McShane), um senhor de meia-idade que parece estar nos Estados Unidos a negócios, o qual oferece um emprego ao ex-dentento. 
Sem dinheiro, sem noiva e uma perspectiva de melhora, Shadow aceita a oferta de Quarta-Feira para ser seu ‘’guarda-costas’’. A partir desse momento temos o inicio da jornada, onde essas duas figuras adentram no interior dos Estados Unidos recrutando os deuses até então escondidos, para um evento que irá acontecer, mas ainda permanece obscuro nos planos de Quarta-Feira, que a esse ponto da história não precisamos mais dizer se tratar de um deus, mas qual? Acho mais prazeroso você descobrir por si só, a todo momento da série temos dicas de qual deus estamos vendo, mas nunca de forma ou nome claro, apenas apelidos e menções.

 

A mistura que a série proporciona é sensacional e muito interessante, pois temos a relação de deuses antigos de todos os tipos de cultura, nórdica, africana, egípcia entre outras. Mas de um lado temos essas novas ‘’entidades’’, e quem são elas? Segundo o autor Neil Gaiman, elas são criadas a partir de emoções que impulsionam o ser humano, internet, ganancia, tecnologia e cada aspecto da nossa atualidade, do nosso dia a dia ganha seu deus. Nesse enredo que faz essa mistura do passado com o presente, temos a disputa de poder dos velhos deuses com os novos deuses.  

Devo admitir que fui surpreendido de forma positiva pela série, temos essa cultura politeísta com doses altas de sarcasmo e muito, mas muito sangue, até de forma caricata. Pode se afirmar que ela foge da vertente atual de séries que seguem uma linha mais juvenil, sendo mais recomendada para um público mais velho. Os diálogos são outro ponto maravilhoso de série, bem elaborados, principalmente entre os dois protagonistas Shadow e Quarta-feira, que por se tratar de um ser humano comum (aparentemente) e um deus, a todo instante tem interpretações diferentes da realidade, o que nos proporcionam pontos de vistas apostos e reflexivos.  

Uma série de fantasia que foge da normalidade, com um tom de humor negro e ótimos diálogos, assim descrevo o início dessa ótima série. Espero que ela mantenha essa qualidade em sua continuação, pois sem dúvidas continuarei acompanhando e recomendando.

Câmara Municipal de Ibitinga

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