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13/07 - IBITINGA-SP
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Psicóloga Talita Andrade Deltorto

Psicóloga Talita Andrade Deltorto


Luto na infância


Não é fácil falar sobre a morte com as crianças, mas é inevitável.

    E muito comum os pais pensarem que poupando a criança do sofrimento estão ajudando a criança, mas isso acaba prejudicando mais o processo de entendimento sobre esse assunto que por mais que seja algo difícil de assimilar é algo natural e acontece com todas as pessoas. Na nossa sociedade estamos acostumados a querer poupar as crianças e isso pode ter prejuízos significativos ao longo da vida. 

   Desde muito pequena podemos mostrar para as crianças que a vida possui um ciclo onde tudo nasce, cresce e morre. Tudo tem um começo e um fim.  Isso por exemplo com as plantinhas as estações do ano. Quando falamos sobre a morte com a criança vamos integrando nela esse entendimento.

   Não devemos falar para a criança, por exemplo, que o ente querido viajou ou virou estrela ou que foi embora ou mesmo deixar a criança sem nenhuma resposta.

  Vale ressaltar que é preciso respeitar a idade da criança e é necessário um cuidado ao se falar sobre esse assunto. Até 3 anos a criança vai perceber a ausência daquela pessoa (no caso de ser uma mãe ou um pai ou mesmo um irmão), mas ela não terá o conceito de morte compreendido.

    Dos 3 aos 7 anos a criança já entende um pouco mais, contudo ainda tem pensamentos mágicos de que a morte pode ser algo reversível,e a partir dos 7 aos 11 anos já começa a perceber que a morte é algo que não pode ser revertido.

   Na verdade o recomendado é que quando a criança faz o questionamento sobre esse assunto que o adulto pergunte a ela sobre o que ela acha a respeito daquele questionamento e a partir dai sabendo o quanto a criança tem condições de absorver vai dando as informações.

   Podemos também falar sobre a pessoa que morreu perto da criança para que ela possa participar desses momentos de superar a tristeza junto da família (mas muito cuidado para não perder o controle perto da criança). Não ficar cochindo sobre o assunto perto delas, porque elas percebem.

  É importante para a criança participar desses rituais de passagem a orientação aqui é a seguinte: para crianças pequenas que os adultos responsáveis levem na ao velório, por exemplo, (mostre a pessoa pra ela) e diga olha ela vai ficar aqui, vamos nos despedir e essa ação deve durar em média não mais que de 5 minutos, depois disso leva a criança para casa ou para um lugar onde um adulto de sua confiança e que esteja dentro de um equilíbrio emocional possa estar junto dela.

   As crianças maiores de 4 anos ou mais é importante explicar o que vai acontecer naquele lugar e questionar se ela deseja ir até o local caso ela não queira ir tudo bem. O que se pode fazer é convidar a criança para fazer um desenho de despedida ou uma carta. E caso ela demonstre querer ir segue o mesmo procedimento anteriormente descrito.

   O adulto será muito importante nesse auxilio nesse momento que por mais que seja o natural da vida é delicado e requer cuidados.

    Se os adultos responsáveis perceberem dificuldade ou que não consegue administrar a situação é recomendado procurar uma ajuda especializada que pode fazer todo o diferença nesse momento deleicado!
 

Psicóloga Talita Andrade Deltorto #Crianscendocriança

LUDOTERAPIA (Atendimento da criança e da família.).

Agendamentos: (16)99158-4014

FACEBOOK: Psicóloga Talita Andrade Deltorto

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