EUA vão consultar aliados sobre participação nas Olimpíadas de Pequim

Apesar da pressão da China contra um possível boicote, Estados Unidos pretendem discutir uma abordagem comum devido ao histórico de violação de direitos humanos no país asiático

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Os Estados Unidos manifestaram na última terça-feira (6) que pretendem consultar seus aliados para chegarem a uma abordagem comum com relação à participação nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, que serão realizados em Pequim. Um possível boicote, recentemente criticado pelo Ministério das Relações Exteriores da China, ainda não está descartado, apesar da pouca probabilidade de acontecer.

Os pedidos de boicote vêm crescendo devido ao histórico de violação de direitos humanos na China. Grupos que defendem os direitos pediram ao COI que tirasse as Olimpíadas da China por conta do tratamento com os muçulmanos uigures na região noroeste de Xinjiang. Em 2018, um painel independente da ONU afirmou ter recebido de fontes confiáveis que pelo menos 1 milhão de uigures e outros muçulmanos haviam sido mantidos em campos no local. Pequim nega que tenham ocorrido os abusos.

Patinação artística nas últimas Olimpíadas de Inverno, em PyeongChang — Foto: Thierry Gozzer

Patinação artística nas últimas Olimpíadas de Inverno, em PyeongChang — Foto: Thierry Gozzer

Porta-voz do departamento de Estado, Ned Price falou sobre as preocupações sobre o que Washington chamou de "genocídio contra muçulmanos uigures". Em coletiva de imprensa, Price respondeu sobre a possibilidade dos Estados Unidos consultarem seus aliados sobre a possibilidade de ações coordenadas com relação à China, e também de um boicote, apesar de afirmar que 2022 ainda está longe.

- É algo que certamente desejamos discutir. Entendemos que uma abordagem coordenada não será apenas do nosso interesse, mas também dos nossos aliados e parceiros - afirmou.

A Casa Branca disse em fevereiro que não havia tomado uma decisão final sobre a participação dos Estados Unidos e que buscaria orientação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que ainda não se manifestou sobre a situação. O governo Biden, por sua vez, não demonstrou ações em prol de impedir a ida de atletas americanos para os Jogos de Pequim, assim como os Comitês Olímpicos e Paraolímpicos.

Big Air feminino na Olimpíada de Inverno — Foto: Kim Hong-Ji/Reuters

Big Air feminino na Olimpíada de Inverno — Foto: Kim Hong-Ji/Reuters

Pequim, que negou as acusações, relatou que os campos servem como "centros de treinamento vocacional" contra o extremismo. Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian se manifestou contrário a um possível boicote, que de acordo com ele iria contra o espírito da Carta Olímpica e prejudicaria os atletas propriamente.

- A sociedade internacional não aceitará (um boicote) - disse Zhao Lijian.

Vale lembrar que o último boicote olímpico dos Estados Unidos ocorreu em 1980, quando o país não enviou atletas para as Olimpíadas de Moscou, devido às tensões que ocorriam entre EUA e União Soviética por conta da Guerra Fria.

Fonte:https://globoesporte.globo.com/olimpiadas-de-inverno/noticia/eua-vao-consultar-aliados-sobre-participacao-nas-olimpiadas-de-pequim.ghtml

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