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NFL nega pedido de mudança de data de Colin Kaepernick e reacende polêmica sobre racismo

Quarterback pediu para mudar dia de atividade, que é o pior possível, para que mais times pudessem mandar representantes, mas ouviu negativa da liga


Colin Kaepernick pode voltar à NFL após quase três anos. Neste sábado, a liga marcou um treinamento aberto do jogador e convidou todos os 32 times para observar, uma demonstração de abertura para o jogador. Mas nem tanto. O teste tem um problema: a data.

NFL nega pedido de mudança de data de Colin Kaepernick e reacende polêmica sobre racismo

Colin Kaepernick pode voltar à NFL após quase três anos

Sábado é o dia em que os times estão viajando para a rodada, que acontece no domingo, ou finalizando a preparação para os jogos. Sendo assim os treinadores e general managers não poderiam comparecer. Além disso, é também o dia que acontecem as partidas do futebol americano universitário. Ou seja, os scouts das equipes estão espalhados pelos Estados Unidos observando jogadores.

O staff do jogador pediu para que a atividade fosse transferida para terça-feira, dia sem partidas da NFL e que daria maior possibilidade para as equipes mandarem observadores, mas a liga negou sem dar justificativa.

Esse posicionamento reacendeu a discussão do racismo no caso e se, de fato, a NFL está dando uma possibilidade para o ex-camisa 7 dos Niners ou só fingindo que o faz. Desde que deixou a liga, Kaepernick posta treinamentos nas redes sociais e conta os dias afastado.

Representatividade

Em um esporte dominado por atletas negros, cerca de 70%, além de combater o racismo e a violência policial fora dos campos, Colin Kaepernick também precisou lutar contra uma estatística dentro dele: ser um quarterback titular negro.

Se entre os outros atletas eles são a maioria, na posição de quarterback não. Dos 32 titulares na maior parte da temporada de 2016, quando Kaepernick deixou a liga, apenas seis eram afro-americanos, cerca de 21% do total. Deles, Dak Prescott e Russell Wilson foram os principais destaques daquele ano.

Russell Wilson é o favorito ao prêmio de MVP da temporada regular em 2019 — Foto: Ezra Shaw/Getty Images

Russell Wilson é o favorito ao prêmio de MVP da temporada regular em 2019 

Se entre quarterbacks o panorama já é diferente das demais posições, nos cargos de liderança o contraste é ainda maior. Apenas 9% dos executivos da liga, que gerem as operações de futebol americano, são negros. Entre os proprietários de franquia, não há negros.

Em campo, aos poucos, 2019 dá sinais de uma mudança. Ao todo, 10 dos 32 quarterbacks titulares nesta temporada são negros (contando Dwayne Haskins que assume a posição na semana 11), 31,25%. Além disso, três desses 10 estão entre os favoritos ao prêmio de MVP da temporada regular: Russell Wilson, Lamar Jackson e Deshaun Watson.

Relembre a polêmica de Kaepernick

Harold, Kaepernick e Reid se ajoelham em protesto durante o jogo do hino nacional antes de um jogo da NFL  — Foto: Reuters

Harold, Kaepernick e Reid se ajoelham em protesto durante o jogo do hino nacional antes de um jogo da NFL

Há pouco menos de três anos, Kaepernick fez a última partida pela NFL. Foi no dia 1º de janeiro de 2017, na última rodada da temporada regular de 2016/2017, que o quarterback vestiu a camisa do San Francisco 49ers pela última vez. O período longe tem um motivo: o protesto do jogador contra a violência policial contra negros, ajoelhando durante o hino nacional dos Estados Unidos.

Kaepernick acendeu uma fagulha que se espalhou rapidamente pela liga. Especialmente depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repreendeu o ato publicamente pelo twitter. Até mesmo em outros esportes atletas aderiram ao movimento.

Durante toda a temporada 2016/2017, quase todos os times viram parte de seus atletas ajoelhar durante a execução do hino nacional. A saída de Kaepernick da liga fez com que o ato fosse ficando mais raro, até 2019, em que apenas três jogadores seguem no movimento: o safety Eric Reid e o wides receivers Kenny Stills e Albert Wilson.

Reid protesta durante a partida contra o Houston Texans — Foto: Bob Levey/Getty Images

Reid protesta durante a partida contra o Houston Texans 

O gesto, que dividiu torcedores e gerou protestos, fez com que os times evitassem contratar o quarterback. Apesar disso, Kaepernick seguiu treinando e em forma desde então, sempre manifestando o desejo de voltar a jogar, e processou a liga por boicote. A NFL sempre negou qualquer proibição a contratação do quarterback, apesar de nenhuma franquia procurar o atleta.

Confira a publicação

Confira o vídeo

Fonte:https://globoesporte.globo.com/futebol-americano/noticia/nfl-nega-pedido-de-mudanca-de-data-de-colin-kaepernick-e-reacende-polemica-sobre-racismo.ghtml


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