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Seis anos depois de ter braço arrancado por tigre, adolescente treina e sonha com Paralimpíada

Vrajamany da Rocha teve o braço amputado em 2014, após ser atacado por um tigre em um zoológico. Treinando no Centro Paralímpico, ele quer representar o Brasil


Aos 17 anos, Vrajamany Fernandes da Rocha nada em busca do sonho de disputar as Paralímpiadas. Junto com o objetivo, ele carrega uma história de superação: há seis anos, o adolescente teve o braço direito amputado após ser atacado por um tigre no Zoológico Municipal de Cascavel, no Paraná. As informações são do G1/PR.

O caso aconteceu em 2014 e teve repercussão nacional quando as imagens de turistas, que estavam no zoológico, foram divulgadas. Vrajamany entrou na área dos felinos, e o ataque do animal de 200 quilos poderia causar a morte do adolescente, já que por poucos centímetros a mordida não alcançou artérias importantes. O pai do garoto chegou a ser condenado pela Justiça, mas recorre da decisão.

Vrajamany relembra o acidente e diz que não sente falta do braço, que aprendeu a fazer tudo com o outro. Aos 15 anos, ele conheceu o esporte como forma de reabilitação e, desde então, é apaixonado pelo mundo debaixo d’água.

– Desde o momento do acidente a minha mentalidade foi a de me adaptar a atual condição, a de fazer tudo com uma mão só. Não tive prejuízo, não chorei. O que aconteceu foi uma fatalidade, então segui em frente.

Vrajamany treina em busca de um lugar na Paralímpiada — Foto: Vrajamany Fernandes Rocha/Arquivo pessoal

Vrajamany treina em busca de um lugar na Paralímpiada — Foto: Vrajamany Fernandes Rocha/Arquivo pessoal

Desde 2018, Vrajamany treina no Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Ele soma feitos importantes como nadador, sendo quatro vezes vice-campeão brasileiro e vice-campeão no Open Internacional de 2019.

O jovem conta que vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pretende fazer biogeografia. Porém, a decisão pela graduação ainda pode mudar, já que o principal objetivo está traçado por ele:

– Eu quero representar o Brasil nas Paralimpíadas. Pretendo me destacar nas provas dos 100 metros borboleta e nos 200 metros medley.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, os treinos de natação foram suspensos, e a preparação do atleta precisou ser adaptada. A rotina de exercícios passou a ser feita dentro de casa, na cidade de São Paulo. Ele explica que a mudança não é fácil, mas continua se empenhando para manter o corpo ativo.

Vrajamany mostra as medalhas já conquistadas na natação — Foto: Vrajamany Fernandes Rocha/Arquivo pessoal

Vrajamany mostra as medalhas já conquistadas na natação — Foto: Vrajamany Fernandes Rocha/Arquivo pessoal

Exemplo de inclusão

Vrajamany explica que a natação ofereceu oportunidades para mostrar aos outros que é possível seguir diante das dificuldades.

– Vejo que essa exposição ajudou até aquelas pessoas com deficiência que não praticam a natação. Alguns deles me disseram que saíram de casa porque me viram tratando a situação com normalidade. Eles me contaram que tinham medo de sair de casa e serem rejeitados. Eu nunca fiz isso. Gosto de incentivar outras pessoas a verem que somos normais – disse.

A história de superação trouxe lições e tornou o adolescente um exemplo para muita gente.

– Muitas pessoas já me disseram que eu as incentivei a começar a nadar, que elas me viram na TV e viram que era possível. Eu acho isso ótimo, porque quero motivar outras pessoas, mostrar que é preciso seguir com a vida – comentou.

Tigre atacou Vrajamany em 30 de julho de 2014, no Zoológico de Cascavel — Foto: RPC Cascavel/Reprodução

Tigre atacou Vrajamany em 30 de julho de 2014, no Zoológico de Cascavel — Foto: RPC Cascavel

Sobre o incidente com o tigre, Vrajamany contou que nunca lamentou o ocorrido, pois sempre buscou ver a situação de uma forma positiva.

– Gosto de mostrar que somos normais, só temos algumas dificuldades a mais. Sou grato por tudo que aconteceu depois. Só tive experiências boas após o acidente, por isso, ele me trouxe bons momentos. Ele me fez perceber certas coisas sobre a vida, me deu muito aprendizado e conhecimentos – destacou.

Fonte:https://globoesporte.globo.com/pr/noticia/seis-anos-depois-de-ter-braco-arrancado-por-tigre-adolescente-treina-e-sonha-com-paralimpiada.ghtml


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