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Com 1° 'sim' da Câmara, governo prepara agenda pós-Previdência

A prioridade da pasta da economia deverá ser o estímulo à retomada na geração de empregos e desinvestimentos por parte do estado.



Reforma: ontem, em uma vitória para o governo, o texto base da previdência foi aprovado com boa margem no primeiro turno de votação na câmara dos deputados (Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

 

Após uma sessão que se arrastou por todo o dia de ontem e aprovou em primeiro turno o texto base das mudanças nas regras de aposentadoria, a equipe econômica de Jair Bolsonaro já começa pensar os próximos passos de uma agenda pós-previdência. Nesta quinta-feira, 11, o ministro da economia Paulo Guedes fará uma reunião com todos os secretários especiais do governo a fim de delinear novos pacotes reformistas. Entre as prioridades da pasta para o futuro está o estímulo à retomada na geração de empregos e também desinvestimentos por parte do estado. 

No rol das alterações que o governo deseja que venham após o término da novela da previdência, está, por exemplo, a revisão do papel das autarquias. Tudo indica que algumas delas poderão ser extintas, fundidas ou incorporadas a outras. Em entrevistas recentes, Guedes vem afirmando que, depois de implementada a maior e mais importante reforma econômica, outras mudanças irão acontecer: “vamos desinvestir para diminuir o endividamento do governo”, afirmou o ministro sobre a série de privatizações previstas dentro das promessas liberais que elegeram o atual governo.

“Primeiro a Previdência. Vamos aprovar a reforma da Previdência. Segundo, a grande despesa: o estado, os juros. Vamos então reestruturar o balanço e começar o ensaio das privatizações”, disse Guedes. Além das desestatizações, que na visão do ministro devem começar a engatar a partir do segundo semestre, Guedes também deve propor que o governo se desfaça de uma série de imóveis do estado. Os planos também indicam que bancos públicos passem a diminuir o oferecimento de créditos da União e aumentar o do setor privado. 

Outra importante medida que é uma das principais promessas de campanha de Bolsonaro é a retomada na geração de empregos. Com cerca de 13,2 milhões de desempregados no país, uma taxa de 12,5%, segundo dados do IBGE, Guedes deverá começar a pensar a partir de hoje o que o governo poderá fazer para melhorar o quadro a curto prazo e para além da reforma da previdência. 

Ontem, em uma vitória para o governo, o texto base da previdência foi aprovado com boa margem no primeiro turno de votação na câmara dos deputados, mas o projeto ainda precisa passar por um segundo turno nessa casa e em mais dois no Senado. Dos 308 votos que eram necessários, a base governista obteve 379 favoráveis e 131 contrários as mudanças. Mesmo assim, uma pedra continua no sapato da reforma: os destaques que podem desidratá-la. 

Tanto é, que o presidente da câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão no plenário logo após a contagem dos votos do texto base, mas sem colocar em análise os mais de 20 destaques que pedem mudanças em alguns pontos, como o abrandamento para a aposentadoria de policiais e professores. Ainda assim, a expectativa é que esses destaques sejam vistos ainda essa semana, pois caso contrário, poderão atrasar a votação do segundo turno na Câmara. 

 

Fonte: Exame


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