Logo Portal Ternura
20/01 - IBITINGA-SP
° °

Desmatamento na Amazônia do Brasil subiu 91% nos primeiros 7 meses de 2019

Foram 6.404,4 km² desmatados, frente aos 3.336,7 km² no mesmo período de 2018, segundo dados oficiais provisórios divulgados



Amazônia: desmatamento pode chegar, pela primeira vez desde 2008, a 10.000 km² neste ano (Lucas Landau/Reuters)

 

O desmatamento na Amazônia brasileira praticamente dobrou entre janeiro e agosto, totalizando 6.404,4 km², frente aos 3.336,7 km² no mesmo período de 2018 (+91,9%), segundo dados oficiais provisórios divulgados em meio à polêmica internacional envolvendo a preservação da maior floresta tropical do planeta.

Apenas em agosto, 1.700,8 km² foram desmatados, menos do que em julho (quando quadruplicou), porém mais do triplo do que em agosto de 2018 (526,5 km²), de acordo com o sistema Deter de alertas de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O desmatamento no Brasil se mantinha nos níveis dos últimos anos, porém disparou nos últimos quatro meses: 738,2 km² em maio (+34,1%), 936,3 km² en junho (+91,7%) e 2.255,4 km² em julho (+278%), e, agora, 1.700,8 km² em agosto (+91,90%).

Especialistas avaliam que, este ano, o desmatamento poderia chegar, pela primeira vez desde 2008, a 10.000 km². Segundo os mesmos e ambientalistas, a escalada se explica pela pressão de madeireiros e criadores de gado estimulados pelo apoio do presidente Jair Bolsonaro à abertura de reservas indígenas e áreas protegidas para estas atividades e a mineração.

A polêmica aumentou com a multiplicação das queimadas, com 97.972 focos de incêndio em todo o Brasil de janeiro até ontem, uma alta de 53% em relação ao mesmo período de 2018, 51,4%% deles na região amazônica.

Segundo especialistas, deve haver mais focos na região amazônica em setembro, uma vez que “o pico do desmatamento é em julho e o do fogo, em setembro”, aponta a diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar. “Que bom que tenha havido menos desmatamento em agosto, mas é preocupante, porque há três vezes mais do que no mesmo período do ano passado.”

O Deter se baseia em dados colhidos por um sistema de alertas sobre o período agosto-julho, que, em seguida, é apurado por outro sistema, chamado Prodes, com o qual são elaborados os relatórios anuais de desmatamento.

 

Fonte: Exame


Comentários (0)

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
criar um comentário

Nacional e Internacional

mais notícias

Regina Duarte confirma que está “noivando” com Secretária da Cultura
há 1 hora atrás

Regina Duarte confirma que está “noivando” com Secretária da Cultura

Regina Duarte confirma que está “noivando” com Secretária da Cultura
Justiça de MG dá aval para que goleiro Bruno Fernandes more em MT e trabalhe em time de futebol
há 7 horas atrás

Justiça de MG dá aval para que goleiro Bruno Fernandes more em MT e trabalhe em time de futebol

Justiça de MG dá aval para que goleiro Bruno Fernandes more em MT e trabalhe em time de futebol
Incêndios na Austrália ameaçam futuro de 327 espécies de animais e plantas
há 7 horas atrás

Incêndios na Austrália ameaçam futuro de 327 espécies de animais e plantas

Incêndios na Austrália ameaçam futuro de 327 espécies de animais e plantas
Oito das 15 mortes por sarampo registradas no país foram entre crianças menores de cinco anos
há 9 horas atrás

Oito das 15 mortes por sarampo registradas no país foram entre crianças menores de cinco anos

Oito das 15 mortes por sarampo registradas no país foram entre crianças menores de cinco anos
Assassinatos têm queda de 21% em 2019, aponta Ministério da Justiça
há 9 horas atrás

Assassinatos têm queda de 21% em 2019, aponta Ministério da Justiça

Assassinatos têm queda de 21% em 2019, aponta Ministério da Justiça