Logo Portal Ternura
29/05 - IBITINGA-SP
° °

Importações de diesel são canceladas para evitar prejuízo

A expectativa das empresas comercializadoras era ampliar participação no mercado e fazer concorrência à estatal, como aconteceu em 2017


Bomba de gasolina e diesel em posto de combustíveis
Óleo diesel: interferência do governo nos preços do combustível deixou o setor em alerta (FeelPic/Thinkstock)

 

Rio de Janeiro — Importadores de óleo diesel vão recuar neste momento de congelamento de preços do combustível pela Petrobras. Presidente da Abicom, que representa o segmento, Sérgio Araújo diz que as empresas associadas à entidade cancelaram importações para evitar prejuízo médio de R$ 0,14 em cada litro trazido do exterior. Essa é a diferença do valor do combustível nas principais bolsas de negociação no mercado internacional e o quanto é cobrado pela Petrobras em suas refinarias, segundo a entidade.

Procurada, a Petrobras não informou se está tendo prejuízo com a manutenção do preço nas refinarias. Disse apenas que, na média de 2019, manterá o preço acima do praticado no mercado internacional.

Na última quinta-feira, a empresa anunciou que havia desistido de reajustar o diesel em 5,7%. Em nota, divulgada pela sua assessoria de imprensa, disse que o presidente da República, Jair Bolsonaro, ligou para o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, “alertando sobre os riscos do aumento do preço do diesel” anunciado pela Petrobras. Na nota, o executivo afirmou ainda ter considerado “legítima a preocupação do presidente”.

Do volume total de combustível consumido no país no mês de fevereiro, de 4,4 bilhões de litros, 15% foram importados – a maior parte pela própria Petrobras. Os dados são os mais recentes divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os importadores independentes, que são empresas de comercialização de pequeno e médio portes, representam 3% desse mercado, segundo a Abicom.

A expectativa das empresas comercializadoras era ampliar participação no mercado e fazer concorrência à estatal, como aconteceu em 2017, quando a petroleira reajustava sua tabela em intervalos de tempo mais curtos e, por vezes, mantinha o preço acima dos praticados no exterior. Nesse período, os independentes chegaram a responder por 60% das importações.

Esse movimento da estatal motivou as comercializadoras a investir em infraestrutura de armazenamento nos principais portos brasileiros. Parte chegou a sair do papel e outra parcela deveria sair neste ano. Mas foram suspensos diante das últimas sinalizações do governo para o setor. “Esperávamos que o governo, com um discurso liberal, acompanhasse o mercado internacional. Hoje o ambiente é de intervenção e monopólio. Os associados da Abicom têm projetos em infraestrutura que são necessários ao País, mas não vão acontecer”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: Exame


Comentários (0)

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
criar um comentário

Nacional e Internacional

mais notícias

Descuido com saúde faz dos homens as maiores vítimas do coronavírus
há 19 horas atrás

Descuido com saúde faz dos homens as maiores vítimas do coronavírus

Descuido com saúde faz dos homens as maiores vítimas do coronavírus
Desmatamento na Mata Atlântica cresce 27,2%, diz relatório
há 19 horas atrás

Desmatamento na Mata Atlântica cresce 27,2%, diz relatório

Desmatamento na Mata Atlântica cresce 27,2%, diz relatório
PF faz buscas na prefeitura do Recife em investigação sobre compra de respiradores sem licitação
há 19 horas atrás

PF faz buscas na prefeitura do Recife em investigação sobre compra de respiradores sem licitação

PF faz buscas na prefeitura do Recife em investigação sobre compra de respiradores sem licitação
Paraguai nega abertura da fronteira com o Brasil
há 20 horas atrás

Paraguai nega abertura da fronteira com o Brasil

Paraguai nega abertura da fronteira com o Brasil
Taxa de desemprego sobe para 12,6% em abril, diz IBGE
há 20 horas atrás

Taxa de desemprego sobe para 12,6% em abril, diz IBGE

Taxa de desemprego sobe para 12,6% em abril, diz IBGE