'Fogueira era para me esquentar', diz pedreiro que perdeu tudo ao ter barraco queimado em Ribeirão Preto

Homem tentava espantar o frio na noite de quinta-feira (19), mas chamas atingiram pedaços de pano usados para barrar o vento. Ele não ficou ferido e teve ajuda de vizinhos para controlar o fogo.

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O pedreiro Marcos Fernando de Souza Soares, morador da comunidade Maria de Loures, na zona Norte de Ribeirão Preto (SP), afirma que o barraco dele pegou fogo após ele acender uma fogueira para não passar frio.

O incêndio começou por volta das 23h desta quinta-feira (19) e foi controlado por vizinhos até a chegada do Corpo de Bombeiros. Marcos Fernando e a mulher, que não estava no momento do acidente, perderam tudo, mas ninguém ficou ferido.

“Eu estava fazendo uma fogueira para me esquentar, [o barraco estava] cheio de pano para não entrar vento. Tentei jogar balde, o povo me ajudou com mangueira [...] mas não teve como. Na hora que o bombeiro chegou, estava tudo no chão e já era”, lamenta o pedreiro.

A comunidade Maria de Loures existe há oito anos e fica no Jardim Heitor Rigon, próximo à Avenida Ernesto Guevara La Serna. Nela, 650 moradores divididos em 110 famílias moram em barracos.

Moradores da comunidade Maria Lurdes ajudaram a controlar o fogo até a chegada do Corpo de Bombeiros em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Redes Sociais
Moradores da comunidade Maria Lurdes ajudaram a controlar o fogo até a chegada do Corpo de Bombeiros em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Redes Sociais

 

Situação de vulnerabilidade

Nessa época do ano, é muito comum que as pessoas em situação de vulnerabilidade façam fogueiras ou coloquem fogo dentro de latas para tentar se aquecerem. Isso porque, como moram em barracos, o vento passa entre as tábuas improvisadas e o frio é intenso.

O fogo também é usado para aquecer alimentos e água, como no caso de Marcos Fernando, que também estava se preparando para tentar tomar um banho quente.

Segundo o representante da Central Única das Favelas (Cufa), Raphael de Paula, como o gás está caro, a saída é buscar alternativas.

“Infelizmente, nesse período de frio, as famílias buscam se aquecer da forma mais fácil e barata possível. Hoje uma caixa de fósforo custa R$ 0,50, e para você poder se aquecer, não passar frio, fazer um alimento ou um banho quente, é a opção que essas famílias em situação de vulnerabilidade encontram nesse momento.”

Ainda segundo de Paula, apesar da situação crítica, o alerta é para que os moradores tomem cuidado com o fogo, porque por mais que seja uma opção barata e rápida de resolver os problemas, o perigo é grande. “O que aconteceu nesse local poderia ter sido uma tragédia pior”, diz.

Para contornar a situação, a Cufa lançou a campanha ‘Aquece Favela’, que busca arrecadar cobertores e roupas de frio. As pessoas que puderem doar podem entregar os itens a partir de terça-feira (24) no Sesc Ribeirão, na Rua Tibiriçá, 50, Centro. Também é possível entrar em contato pelo número (16) 99262- 5033.

 

 

Fonte: G1

 

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