'Me emocionei', diz coletor de lixo recontratado após demissão por vídeo em que brinca de fazer escolta armada de caminhão

Vitor Henrique Celestino, de 30 anos, foi demitido após vídeo com brincadeiras durante expediente, em Botucatu (SP). Coletor foi recontratado na segunda-feira (16) e voltou às ruas da cidade na quinta-feira (19).

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O coletor de lixo que foi demitido após aparecer em um vídeo brincando de fazer escolta armada de um caminhão durante o expediente, no dia 22 de abril, em Botucatu (SP), explicou ao g1 que se emocionou ao saber sobre a recontratação, na última segunda-feira (16).

O caso veio à tona na última semana, após as imagens viralizarem nas redes sociais.

Segundo o coletor, Vitor Henrique Celestino, de 30 anos, o Sindicato Específico dos Empregados nas Empresas de Limpeza Urbana, Áreas Verdes, Limpeza e Conversação (Siemaco) preparou uma surpresa para contar sobre a reintegração dele ao trabalho.

"O sindicato veio de surpresa na minha casa e me levou para a empresa. Lá, eles me contaram que eu seria recontratado. Me emocionei muito, porque eu gosto do meu serviço", celebrou.

Coletor de lixo se emociona por saber sobre recontratação após demissão por vídeo em que brinca de fazer escolta armada de caminhão em Botucatu — Foto: Siemaco/Divulgação
Coletor de lixo se emociona por saber sobre recontratação após demissão por vídeo em que brinca de fazer escolta armada de caminhão em Botucatu — Foto: Siemaco/Divulgação

 

O coletor de lixo voltou às ruas de Botucatu na manhã de quinta-feira (19). Conforme comentou, ele continuará trabalhando feliz, mas com os devidos cuidados para que o caso não se repita: "sempre que tiver trabalho, eles podem contar comigo. Trabalho feliz, mas, dessa vez, com resguardo".

Questionada pelo g1 sobre a recontratação, a empresa Grupo Corpus explicou que a readmissão procede e que não dará mais detalhes sobre o caso.

'Preciso trabalhar'

Coletor de lixo demitido após vídeo em que brinca de fazer escolta armada de caminhão recebe novas propostas de emprego e doações — Foto: Vitor Henrique Celestino/Arquivo pessoal
Coletor de lixo demitido após vídeo em que brinca de fazer escolta armada de caminhão recebe novas propostas de emprego e doações — Foto: Vitor Henrique Celestino/Arquivo pessoal

 

Vitor Henrique havia contado ao g1 no último sábado (14) que ainda não havia fechado contratos, mas mantinha a esperança de retornar ao mercado de trabalho o quanto antes. De acordo com ele, a família depende do seu salário para se sustentar.

"Eu tenho uma família de cinco filhos, um bebê de quatro meses, três meninas de três, oito e nove anos, e um menino de 14 anos. Os dois mais velhos são do meu primeiro casamento e pago pensão. Também moro de aluguel, então preciso voltar a trabalhar", contou.

Apesar de dizer ter sido injustiçado por conta da demissão, Vitor recebeu doações, ajuda para alimentação, valores em dinheiro e uma Bíblia.

Nas imagens, o coletor de lixo simula estar armado e brinca com os colegas em Botucatu — Foto: Reprodução/Tik Tok
Nas imagens, o coletor de lixo simula estar armado e brinca com os colegas em Botucatu — Foto: Reprodução/Tik Tok

 

Um morador gravou Vitor durante o expediente, simulando fazer a escolta armada do caminhão de lixo. No vídeo, ele também mexe com os colegas de trabalho. O que, segundo ele, era uma brincadeira se tornou um dos seus maiores "pesadelos".

Isso porque Vitor sempre teve o sonho de trabalhar como coletor de lixo, contou ao g1. Conquistado o trabalho, o morador de Botucatu atuou por dez meses até a demissão. Antes deste emprego, ele também atuou na montagem de lanches em um trailer.

 

Recontratação

Na quinta-feira (12), Vitor participou de uma reunião no gabinete do prefeito Mário Eduardo Pardini Affonseca (PSDB), com a participação de representantes da empresa Grupo Corpus, contratada pela prefeitura para fazer o serviço de coleta.

"O prefeito me disse que não viu nada de mais no vídeo e pediu para a empresa me contratar novamente. Eu voltaria para o trabalho de coletor na mesma empresa, é tudo o que quero", afirmou Vitor ao g1.

 

 

Fonte: G1

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