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21/09 - IBITINGA-SP
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Tribunal do Júri leva ao banco dos réus trio que teria extorquido padre e assassinado policial militar na casa paroquial de Matão



Foto: Montagem/Jornal Cidade Online

 

Está marcado para as 9 horas da manhã desta quinta-feira (8), um dos julgamentos que certamente vai chamar atenção da população regional, pois a morte do sargento da Polícia Militar de Araraquara, Paulo Sérgio Arruda, 43, teve uma trama que envolve três marginais, uma extorsão devido um relacionamento intimo que o padre tentava evitar o escândalo que acabou o afastando pela Diocese de São Carlos de uma das igrejas de Matão.

Segundo o processo que foi produzido através do Inquérito da Polícia Civil de Matão, os crimes teriam ocorrido entre os dias 7 e 19 de fevereiro do ano passado, o sargento Paulo Sérgio Arruda, 43, da Força Tática do 13º Batalhão de Polícia Militar de Araraquara, que foi assassinado na noite do dia 19, quando encontrava-se em trajes civis de folga no interior da casa do padre Edson Maurício, 50, que alegava estar sendo extorquido em R$ 80 mil, para não divulgação pelas redes sociais através dos celulares e um relacionamento sexual envolvendo o padre e o soldador Edson Ricardo da Silva, 32, o “Banana”, cuja gravação teria sido realizada em um telefone celular do marginal Luiz Antônio Carlos Venção, 28, o “Venção do PCC”, que tinha a seu lado o operador de empilhadeira Diego Afonso Siqueira Santos, o “Cocão”.

 

EXTORSÃO

A denúncia que será levada para apreciação dos sete jurados que formaram o “conselho de sentença”, aponta que “Banana” como sendo o atirador que matou o policial militar dentro da casa paroquial de Matão.

O Ministério Público Estadual (MPE), que terá como advogado auxiliar o criminalista são-carlense Arlindo Basílio, diz que a sequencia dos crimes tiveram início com a extorsão contra o padre Edson Maurício, o qual inicialmente teria sido procurado pelo marginal Edson Ricardo da Silva, 32, o “Banana”, no dia 7 de fevereiro de 2018, na casa paroquial, localizada no Residencial Olívio Benassi, em Matão, para manter uma relação sexual, ato que já teria ocorrido anteriormente. Naquele dia enquanto ambos praticavam atos libidinosos, os outros dois réus, Luiz Antônio Carlos Venção e Diego Afonso, o “Cocão”, escondidos na garagem, filmaram as relações que aconteciam na sala com um telefone celular. 
Após a gravação das cenas no celular de ‘Cocão’, eles foram até a sala e disseram: “Te peguei padre, amanhã a gente conversa”. Logo depois, o trio foi embora. No dia seguinte, o trio enviou o vídeo para o padre e ligaram fazendo uma ameaça: exigiam a quantia de R$ 80 mil em dinheiro para não divulgarem as cenas através do  WhatsApp e facebook.

 

AUDIÊNCIA 
Durante audiência de instrução para julgamento, “Banana” declarou que, em 2010, veio morar na favela do Gonzaga em São Carlos para reerguer a sua vida e que tinha um relacionamento com o padre Edson Maurício há três anos, o que negou o padre, também ouvido no processo. “Banana”, reafirmou que saiam esporadicamente por dinheiro e, certa vez, o sacerdote teria lhe dado R$ 12 mil para comprar uma moto, porém no transcorrer das investigações o marginal não conseguiu provar este fato.

Ainda segundo “Banana”, os amigos teriam gravado a cena dele com o padre para ameaçar o sacerdote que o pressionava a não voltar com a esposa, afirmação que também foi rebatida pelo padre.

 

INVESTIGAÇÕES

A Polícia Civil de Matão diz que foi provado pelos investigadores e inserido no inquérito policial que, entre os dias 7 e 19 de fevereiro de 2018, os três Venção, Cocão e Banana, se revezavam para ligarem no celular do padre Edson Maurício sempre reiterando a extorsão. Ainda, em uma ocasião, os três foram até a casa paroquial e chegaram coagido o pároco que teria solicitado um prazo para que pudesse conseguir o valor exigido. Sem esse montante, o padre foi até a cidade de Araraquara. Onde teria buscado ajuda com um conhecido de longa data, um garagista que conversou com policiais militares que conheciam e pediu para que fossem até a casa paroquial de Matão no dia 19 de fevereiro para fazer cessarem as exigências. A atitude dos policiais militares foi considerada uma operação não oficial, pois estavam de folga, sem farda e fora da área de policiamento ostensivo. O ideal era ter acionado a Polícia Militar e Civil de Matão para prender o trio em flagrante. O padre sem qualquer dinheiro e com a presença dos Policiais Militares acreditava que poderia pegar o vídeo e imaginava que os policiais poderiam afugentá-los sem qualquer pagamento pelo resgate do celular com as imagens comprometedoras. 

 

TESE DA ACUSAÇÃO

O delegado Marlos Marcuzzo da polícia Civil de Matão que é uma das principais testemunhas de acusação do caso concluiu com seus policiais que na noite do dia 19 de fevereiro do ano passado, o padre Edson Maurício marcou com o trio e também levou para Matão, o sargento Paulo Sérgio Arruda e outros dois cabos da PM de Araraquara que estariam de folga. Um quarto militar, que também sargento, ficou para fora da casa em um veículo fazendo rondas na casa. Os PMs durante seus depoimentos tanto á Polícia Civil de Matão, quanto á corregedoria da Polícia Militar negaram que teriam recebido ou receberiam qualquer dinheiro pelo serviço de folga. 

Para o delegado Marlos Marcuzzo está clara a extorsão depois da gravação do vídeo e a participação do trio nesta trama macabra. Ele acredita que os policiais militares teriam se dirigido á casa paroquial por um “ato de caridade”. Sobre a defesa levantar que teria ocorrido fogo amigo no interior do imóvel, ou seja, polícia teria matado polícia o delgado afirma que essa prática não era possível porque as armas dos policiais foram periciadas e nenhuma irregularidade foi verificada nelas. 

A tese do Ministério Público Estadual (MPE) é de que o soldador Edson Ricardo da Silva, 32, o “Banana”, Luiz Antônio Carlos Venção, 28, o “Venção do PCC” e o operador de empilhadeira Diego Afonso Siqueira Santos, o “Cocão” concorreram para os crimes de homicídio qualificado com promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe e também para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime, no caso a extorsão. O trio também responde pela extorsão cometida por duas ou mais pessoas, ou com emprego de arma. Neste caso, aumenta-se a pena de um terço até metade. Edson, o “Banana”, ainda tem uma terceira acusação: a de ameaça porque teria jurado o padre de morte na fuga, após a morte do sargento Paulo Sérgio Arruda.

Edson Ricardo da Silva, 32, o “Banana”, Luiz Antônio Carlos Venção e Diego Afonso, o “Cocão”, que encontram-se com prisão preventiva decretadas e recolhidos no Anexo de Detenção Provisória (ADP) de Araraquara, pelo início da manhã de quinta-feira, serão encaminhado com carro de presos escoltados pela Polícia Militar que já montou um forte esquema de segurança para este julgamento. FOTO MONTAGEM A CIDADE

 

Fonte: Jornal Cidades Online


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