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21/10 - IBITINGA-SP
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Roque de Rosa

A história de um dos radialistas mais
importantes da história do rádio brasileiro

Roque de Rosa

Conheça os livros e livretos do escritor :

"Porque Acreditar em Ibitinga"

Este livreto não tem outra intenção a não ser mostrar, de forma suscinta, o potencial de uma cidade: IBITINGA.

Com seus 100 anos de emancipação política, e 125 desde a sua fundação pelo pioneirismo dos Landins, a cidade de Ibitinga trilhou um caminho de incertezas até meados de 1960. Graças à falta de uma ferrovia de destaque, como a Araraquarense, a Paulista, a Mogiana ou a Sorocabana, a credibilidade no seu futuro oscilou muito ao longo do tempo. A chegada da Douradense nos idos de 1912, proporcionou um desenvolvimento muito especial. Ibitinga era tida, então, como uma das promissoras cidades do interior. Mas a Companhia Douradense de Estradas de Ferro, era inexpressiva, pelo pequeno trecho onde implantou sua ferrovia – entre São Carlos e Novo Horizonte – em conseqüência de sua implantação, no entanto, a Estrada de Ferro Araraquarense, de poderoso traçado, abandonou suas sérias intenções de passar por aqui.

Da década de 20 à década de 60, o crescimento de Ibitinga foi vagaroso. A cidade enfrentou, ao longo desse tempo, a concorrência de Eldorados, como a Alta Paulista, Alta Noroeste, Sorocabana e Norte do Paraná, que levavam daqui os grandes produtores agrícolas. Suas terras já estavam cansadas numa época em que a tecnologia na agricultura era coisa do futuro. Muitos as venderam aqui, por qualquer preço, em busca de grandes propriedades, nessas regiões novas, que acenavam com um futuro mais promissor.

Segundo os antigos moradores de Ibitinga, houve tamanho esvaziamento da cidade que, quem a deixava, tinha dificuldades para vender suas casas, e chegava a pagar para alguém ocupá-las para evitar possível depredação. Faltavam inquilinos, portanto.

A economia de Ibitinga, basicamente agrícola, viveu a experiência da AVICULTURA, e a cidade chegou a ser uma das maiores produtoras de OVOS do Brasil. Montou Cooperativas, e na paisagem rural do município, centenas de granjas produziam. A AGRICULTURA, por falta de uma infraestrutura melhor, e pelo próprio mercado, contribuiu para o fracasso também dessa atividade. Ibitinga perdeu, por volta de 1970, sua posição de “Maior concorrente de Bastos” – a maior produtora de aves e ovos.

Calcada em poucas pequenas indústrias, e um comércio simplesmente modelado para atender sua pequena população, Ibitinga continuou sua vida de típica cidade do interior, sem uma vocação definida.

Na década de 70, iniciava-se um movimento pró-industrialização da cidade. O problema foi encarado de frente, quando da tentativa de buscar grandes grupos que viessem se instalar com grandes indústrias. Tais tentativas, no entanto, se mostraram vãs, frustradas. De todas as investidas, somente a criação de uma lei de incentivos a quem viesse se estabelecer com grandes indústrias, frutificou: a implantação de um FRIGORÍFICO – hoje FRIGORIFICO MAITARÉ – foi resultado desta lei. Esta empresa, consolidada, gerou emprego para cerca de 200 pessoas, trazendo boas parcelas de ICM para o município.

"Ibitinga – Example of Export"

Este pequeno livro,  não tem outra intenção se não aquela de mostrar ao Brasil, que quando uma cidade procura meios de sobrevivência, e encontra um povo com vontade de vencer, tudo se consegue.

A Ibitinga de ontem, bucólica, e vivendo basicamente da agricultura, quase sem novos horizontes, como acontece em tantas pequenas urbes interioranas, descobriu de repente que existia um caminho novo. Por incrível que pareça, o que foi talvez um “hobby” para uma senhora portuguesa, se transformou de repente, num parque Industrial imenso, onde toda a cidade participa, garantindo o desenvolvimento impressionante de Ibitinga, e transformando-a na verdadeira Capital Nacional do Bordado.

"O Homem e o Rio (1975)"

Quando desumanas criaturas entregam cigarros acesos e lâminas cortantes aos  animaizinhos dos zoológicos para que se firam: quando chega ao nosso conhecimento que num país super desenvolvido metralham-se terneiros para que não caia o preço a carne bovina; quando ficamos sabendo que aqui mesmo, em nosso pais, afogam-se milhares e milhares de pintainhos para que não baixe o preõ das aves, vem a luz este livro que não tem a pretensão de se tornar Best-seller, mas que é de uma grandiosidade luminosa ao apontar com desconcertante singeleza, o crime que é também cometido no setor da pesca.

Matam-se peixes pelo simples prazer de matá-los, pois feras predadores somos nós, mas eis que surge um Roque de Rosa a bradar com vigor e a lutar com garra e colmilho, para que seja preservado o equilíbrio ecológico de nossa indiazinha Ibitinga.

Talvez seja ele um pequeno David mas, sua frágil funda, há de atirar seixos sobre a consciência dos que procuram empobrecer nosso país, roubando e poluindo o que mais belo e puro nos foi legado: A Natureza.

Que o ventre do Tietê não tenha a sua rica prenhez depredada, é o que nos diz o autor de “O Homem e o Rio” em linguagem simples mas, plena de sabedoria, ele que é o terno amante-defensor da preservação do meio ambiente.

[Meirita Caldeira]

"Cafundó – A Rota do Desespero" (1994)

Cafundó é a saga de  800 homens, que em 1769 penetraram no mais ignoto território do Estado de São Paulo, misterioso e virginal, naqueles idos, há mais de um século. É quando se transcorre a narrativa do livro. Homens aventureiros, desbravadores, idealistas, corajosos, e, talvez cubiçosos como os Marinheiros de Colombo que vieram descobrir a América de 1492. Ou como Neil Armistrong e seus cosmonautas que pisaram pela primeira vez o solo da Lua.

Singrando mares, flutuando no infinito ou desbravando matas inóspitas os desbravadores são sempre forjados da mesma amálgama de destemor e abnegação, por que disputam os caminhos com a morte sem qualquer certeza da glória prometida. A longa jornada de CAFUNDÓ principia com 800 almas viventes e só 20 conseguem vencer, ainda que estropiados, nessa rota de desespero.

Além da sucessão de histórias e fatos que o livro conta, CAFUNDÓ é, também um livro de personagens. Uma plêiade de figuras fortes e perenizadas na memória de quem entra em contato com elas, através da instigante leitura do livro. O agigantado sargento Juzarte é uma dessas  forjas inesquecíveis. Português de origem é o fiel escudeiro dessa aventura de quase dois anos de caminhada. Homem destemido esgrima com a morte dia a dia, ganhando algumas vezes e perdendo muitas, numa luta fera e crua. Sua esposa é uma dessas perdas irreparáveis. Tal como os companheiros que vão ficando em cada curva do caminho percorrido. Ao resgatar a história desses homens reais ou idealizados, Roque de Rosa há de se perguntar quais as motivações que os levaram a tamanha aventura. E a nós, leitores salvos das interpéries e confortáveis o exercício da leitura, nos ensina a lição de repensar nossa própria relação com a terra, este vasto de lágrimas, onde todos nós somos seres em extinção. Juzarte é apenas um dos personagens desse elenco de figuras magistrais que vão surgindo na narrativa e ficam pé na memória do leitor. Melhor do que falar dessa gente é seguir seus passos na memória do leitor.

Rosa e Rosa...não há, finalmente, como não estabelecer um furtivo enlace entre esses dois sobrenomes, da mesma natureza floral. Refiro-me a Roque de Rosa e Guimarães Rosa. Fosse pela atração da coincidência dos sobrenomes, fosse pelo prazer da leitura, esses dois Rosas se encontrara, de certo, pelos caminhos da vida. E desse encontro flui uma grande admiração. O consagrado Guimarães deixou marcas profundas nas emoções e no coração do Rosa mais jovem e novel autor literário. Sem que haja qualquer demérito nesta comparação, há um pouco de Veredas de Guimarães Rosa nesse CAFUNDÓ já vitorioso de Roque de Rosa...uma influencia da qual qualquer autor se orgulha.

"Rádio Perereca – Um pouco da história do rádio no interior" (1995)

Em Rádio Perereca – Um pouco da história do rádio no interior, Roque de Rosa busca as origens das pequenas rádios no interior, onde suas torres eram instaladas no meio do brejo, daí o nome Perereca.

"Contos que a vida conta" (1996)


O ditado não popular que lembra: “o prazer de voar é infinitamente superior ao medo de avião”, deveria ser melhor compreendido e na medida do possível ser devidamente comprovado na prática. Mesmo que “voar” não dependesse virtualmente de uso de um aeroplano. A própria imaginação se encarrega de executar  magistrais acrobaciais pelo mundo mental, quando a memória se veste como piloto da aventura.

Contos que a Vida Conta é fruto de uma época em que o autor saboreou na íntegra a experiência da infância e pré-adolescencia, num universo onde a simplicidade, a inocência e a realidade ainda tinham tempo de brincar de ciranda, na roda onde sempre cabia mais um.

No mosaico multifacetado da meninice e juventude, o autor faz desfilar um caleidoscópio de fatos singulares, observados e provavelmente vividos por ele. Com a vivacidade e característica têmpera que imortalizaram em Nelson Rodrigues ou um Ernest Hemingway. Com uma diferença fundamental: o tempero das narrativas que seduzem a atenção do leitor, provocando uma espécie de regressão no tempo como se cada uma das cenas estivessem acontecendo no instante em que os olhos correm por sobre as palavras. A habilidade no trato com a verbalização de um acontecimento, igualam o autor desta obra a um David Cooperfield, que deixa maravilhadas platéias do mundo inteiro com suas mágicas inexplicáveis. As mãos que teceram o enredo multicolorido em Contos que a Vida Conta têm, entretanto, a seu crédito uma capacidade de prestidigitação que supera em muito as proezas do mágico, aquelas mãos fazem surgir de palavras simples, a construção de histórias (com “H”) e ocorrências que o tempo jamais apagará. Emersas da pródiga memória se agigantam no conteúdo misto de comicidade e dramaticidade com uma leve pincelada de humor saudável, arrebatando a atenção do leitor que se vê a cada página lida, transportado magicamente ao ambiente onde as cenas se desenrolaram.

Um toque sutil no manejo das palavras remete-nos no curso da leitura a uma experiência ímpar: vivenciar com o autor, as emoções retumbantes de uma época cuja memória merece ser rasgada. Por isso, “Contos...” é uma odisséia vivida ao nível de simbiose; ao mesmo tempo que lemos manifestamos a sensação de compartilhar com o autor todas as emoções experimentadas.

Como toda idade tem sua juventude própria, justifica-se plenamente o convite a esse passeio descontraído pelo mundo mágico que Roque de Rosa nos mostra em seus contos. Agora, o prazer maior é “pegar carona” na emoção e relaxar, bebendo em casa palavra os sorvos de satisfação em dos Contos que a Vida Conta.

Boa viagem a todos a esse paraíso tornado possível pela extrema sensibilidade de um mago da palavra, que recria através da memória uma imensa tela na qual se projetam as imagens de um mundo maravilhoso onde o que importa é toda emoção sobreviva!

(Luiz Carlos Hipólito)

"Pelos Confins do Brasil" (1996)

Roque de Rosa, incansável jornalista, radialista, homem de empresa, retorna à Natureza, que tanto ama e defende, nesta sua mais recente produção literária: Pelos Confins do Brasil.

Estreando nas lides literárias em 1975, com “O Homem e o Rio”, provavelmente o primeiro grito em defesa dos recursos naturais e pela preservação da flora e da fauna brasileiras. Roque de Rosa narra neste livro delicioso e empolgante suas andanças pelos locais mais fantásticas deste nosso País trazendo, de cada viagem, um mundo de experiências e conhecimentos novos que tem o prazer de passar para seus leitores.

Pelos Confins do Brasil é um livro de aventuras, realmente vividas por Roque de Rosa e seus inseparáveis amigos cinqüentões Rubens, Luiz, Sebastião,  Carlos Ferrari, Tokiô e outros, por esse Brasil afora, ora embrenhando-se por cavernas ainda inexploradas do Vale do Ribeira, ora acampando nos confins da Ilha do bananal, ora adormecendo sob o acalanto de uma suave cachoeira, ora estremecendo na madrugada com o esturrar da onça pintada rodando o acampamento.

Ler Pelos Confins do Brasil é embrenhar-se pelo Brasil e viver o que de mais belo temos em nosso país.

(Brás Hernandez Filho – Junqueirópolis/SP)

"Arco-Íris - O Tempo Colorido da Vida" (1998)

Cada vida tem seu Arco-Íris.

A vida tem arco-íris? Tem sim!

A vida tem suas fases coloridas e, com o avançar da idade, “descambando” ribanceira abaixo, é que vamos despertando para “aquela” fase colorida que passou e às vezes a gente nem sequer percebe.

Na busca de um título para este modesto trabalho, não foi fácil chegar ao ideal, mas, depois de muita procura, análises profundas do conteúdo desses contos, quase sempre com fundo pitoresco, descobri que tudo foi vivido num tempo em que a vida tinha um colorido especial.

Afinal, foram tempos de infância e mocidade, onde tudo era tão difícil e ao mesmo tempo tão bom; a gente era feliz e realmente não sabia. Uso aqui as palavras do poeta, sempre verdadeiras .

Um tempo sem mordomias, sem regalias, sem o conforto moderno de hoje, sem privilégios, mas que era uma fase de descobertas, de momentos novos, de uma busca da felicidade, que a gente encontrava nas coisas mais simples.

Bons tempos aqueles!

Era um tempo colorido sim!

A vida tem seu “arco-íris”; procure no seu passado e o encontrará.

"Mil Faces do Alvorecer" (1999)

“Que divina harmonia, a vida enflora

Que Olímpio fulgor está cantando!

Que luz! Que sons!Que esplendora aurora!

As “Mil Faces do Alvorecer”, de Roque de Rosa é uma literatura daquelas que agrada a todos os leitores que gostam de uma boa lição de viver, de uma boa recreatividade,  de uma boa e tranqüila paz, principalmente de vida saudável, daquela que reflete o amor, a felicidade que são os princípios primordiais e necessários para se viver a vida que tanto é o tema abordado por Roque de Rosa no seu mais recente e filosófico livro recreativo que também não deixa de ser uma ilustração poética alicerçado e enriquecido por envolventes poesias que fazem devanear. São estrofes que se perfilam em conotação com o amanhecer, com a mata e seus habitantes naturais, que são os pássaros, os bichos familiares e abundantes que viem na terra e sobre as árvores seculares, arvoredos que desafiam o céu da pátria com as raízes se alimentando da sarapieira que cai rente à terra e junto a coração do Brasil. Que se energizam dos raios do sol que iluminam sua oração do amanhecer com suas mil faces.

Ler Roque de Rosa é uma dádiva, uma preciosidade imbuída de inteligência que se desprende para o mundo do conhecimento e do valor, mostrando o quanto vale a vida para um homem que sabe viver, como é o caso do autor de “As Mil Faces do Alvorecer”. Como também o valor das aulas pedagógicas que só ele como autodidata sabe dar com mestria aos seus leitores e ainda aos que não tiveram a felicidade de aproveitar o ar que respiramos, a pulsação em nossas veias, as energias, as irradiações celestiais que nos foi dada por Deus, mas que pela cultura do ator se regozija exuberante e educativamente de forma nascentista.

No preceito familiar, matrimonialmente ao lado de D. Edna, sua musa inspiradora e dos seu entes queridos, o autor presenteia com esta obra os amantes de uma boa leitura, com mestria de sábio poeta, de autodidata que mostra as regras do saber viver para saber amar as coisas que foram dadas pelo criador da humanidade. É um livro inspirado na natureza que compõe o ecossistema cósmico universal, portanto, “As Mil Faces do Alvorecer” só poderia ser um livro iluminado, que também serve de alerta para que os seres videntes em saber, alegria, prazer, amor e humanismo.

Escrever a obra em apreciação foi uma experiência que Deus deu ao autor com sabedoria percepção, gosto pela vida e pelo que ele tem de bom depositado em seu coração.

O Sol é um tema suntuoso e científico que Roque de Rosa aborda com remoçante conhecimento, pois o Sol é a luz da nossa existência, tanto amada por ele e quem sem essa de energia como seia que esse escritor escreveria “As Mil Faces do Alvorecer”? Sob a negritude da noite?

Como é linda a vida, o viver, o amanhecer devaneador de Roque de Rose, assim por capítulo:

Neste deslumbramento ri e chora
A alma heróirca das selvas desdobrando
Policromicas asas...Mas canoras
As esmeraldas das árvores em bando...

Que sinfonia etérea! Canto o vento!
Toda Terra de amor, viça e floresce
De amor vibra e palpita o firmamento!
É o coração que esplende em alvorada
A alma do aedo colossal em prece
Jorrando amor na mata iluminada...”

Parabéns, Roque de Rosa que brinda nossos acervos culturais com mais uma belíssima obra.

(Anísio Antonio Moreira)

"Retalhos – Meus tempos de Ibitinga" (2000)

Em seu novo livro, “Retalhos – Meus Tempos em Ibitinga”, o senhor Roque de Rosa escreve de uma maneira livre a história presenciada por ele. Seus personagens são reais, conviveram e convivem com a gente, em nosso cotidiano. Alguns já deixaram saudades. No conjunto de seus personagens encontramos pessoas ilustres, comuns e tipos populares. Conta a formação de nossas vilas, um pouco da história do bordado e das Feiras, da CESP, das religiões, da agricultura, entre outros fatos. E, sobretudo, da nossa ecologia tão singular.

O autor descreve, em linguagem coloquial, a nossa história de 1964 a 200, de uma maneira descompromissada com dados científicos, teóricos, tecnocráticos, porém, com toda a responsabilidade de um jornalista e lança mão de um dos maiores recursos do jornalismo que é o de “ir a campo”, ou seja, estar presente onde a vida, a realidade acontece, onde os fatos são gerados.

Poucas são as pessoas que tiveram a felicidade de fazer um casamento tão perfeito quanto o senhor Roque de Rosa. Conseguiu, de forma ímpar, unir brilhantemente a sua personalidade inquieta, curiosa, observadora às exigências de sua profissão de Jornalista que requer as mesmas qualidades, as mesmas características.

Talvez, por ser um geminiano do final de maio, ou, na verdade, por demonstrar um espírito empreendedor, alcançou a interação ideal entre sua personalidade e sua profissão.

Estive algumas vezes conversando com o senhor Roque sobre seu novo livro, e ele mesmo o definiu como sendo um “Almanacão”.

Hoje, devo concordar. De fato é um “Almanacão”. Nele encontramos, em breves relatos, trinta e seis anos da nossa história, ou melhor, da verdadeira História de Ibitinga.

Assim como seu livro “ZYK-00 Rádio Perereca – Um pouco da História do Rádio no Interior” deve ser leitura obrigatória em todas as Faculdades de Comunicação do Brasil: “Retalhos – Meus Tempos em Ibitinga” deve ser apreciado por todos os ibitinguenses e por aqueles que desejam conhecer um pouuco mais a cidade Ternura, tão amada por este seu filho Jornalista.

“Retalhos –Meus Tempos em Ibitinga” torna-se ponto de referencia dentro da nossa História e, acredito, que em breve precisará ser revisto e ampliado, caso não seja lançado um segundo volume.

Na verdade, Roque de Rosa não é ibitinguense e nem tão pouco da cidade de Vera Cruz(SP), sua terra natal. Ele é um cidadão do mundo e pela sua versatilidade, um homem sem fronteiras.

(Helena Maria Botigelli)

"Mundo Velho Sem Porteira – Viagens e Vivencias” (2002)

Roque de Rosa, é Jornalista, empresário de radiofusão, radialista, prestes a completar 50 anos de carreira, trás em “Mundo Velho Sem Porteira”, relatos reais de inúmeras viagens realizadas pelo Brasil e pelo mundo, e deixa sempre bem presente, o quanto o Brasil é bonito e grandioso. Só quem realiza viagens como essas que aqui narradas, da valor real a tudo o que este país tem a oferecer, aos olhos do que procuram conhecê-lo. A partir do seu povo, sempre generoso e amigo, até as maravilhas escondidas por esses sertões, litorais, serras e pantanais, tudo ainda é muito cru e muito belo.

Por outro lado, uma grande parte deste livro mostra “Vivencias” baseadas em fatos reais, documentadas ai longo da carreira de Jornalista do autor, geralmente vivida no interior.

Sem pretensão de transformar este livro “mundo Velho Sem Porteira” num Best-seller, Roque apenas quer mostrar muito da realidade da vida sempre com alguma pitada de bom humor.

"A Matula do Andejo – Percorrendo o Mundo e Revolvendo a História” (2004)

Passaremos, a cada capítulo, por lugares incríveis.

Viajaremos, com a nossa imaginação, por cada rincão descrito, com riqueza de detalhes, por nosso condutor: o Jornalista Roque de Rosa.

Graças à perspicácia com que escreve/descreve cada cenário ou situação vivenciada, será possível, sem grande esforço neural, contemplar as paisagens e sentir o sabor de cada aventura exposta. O que dizer, então, da descrição dos atores sociais que habitam esses cenários? Certamente, vamos nos sentir ouvintes virtuais desses dedos de prosa pela forma com que o autor/condutor de nossa viagem literária dialoga com tais personagens.

Em “A Matula do Andejo”, encontraremos, de um lado, relatos de viagens por roteiros europeus já explorados pelo turismo mundial. De outro, deparemo-nos com os confins do Brasil, descritos por quem os visita sem preocupação com o tempo, o que permite uma observação mais atenta doa atrativos turísticos muitas vezes despercebidos pela maioria daqueles que percorrem as trilhas aqui apresentadas.

A descrição de alguns fatos que marcaram a história brasileira merece um comentário à parte. Roque de Rosa mergulha em dois momentos da história brasileira no século XIX: a sangrenta Guerra do Paraguai, ocorrida no Segundo Império, envolvendo o Brasil, a Argentina e o  Uruguai na destruição quase que completa do Paraguai; e a fratricida Guerra de Canudos, no alvorecer do período Republicano.

Como um historiador que busca nas fontes a verdade histórica, Roque de Rosa não se limita à historiografia oficial. Sua investigação vai além dos relatos do Visconde de Tuanay e dos escritos euclidianos. Através de suas viagens, o autor percorre os palcos da história; observa as marcas deixadas pelo desenrolar dos fatos históricos apresentados.

O resultado dessa investigação é, certamente, uma releitura da história na medida em que o leitor/passageiro tem em mãos a exposição dos fatos históricos e os cenários onde os mesmos ocorreram.

[Prof. Luiz Carlos Mapelli da Silva]

"A Vida Em Tempo Real" (2006)

Roque de Rosa é autor de inúmeras obras e oferece neste trabalho, três opções diferentes de leitura.

A primeira parte é mostra de agradecimento ao Criador, por tudo o que lhe proporcionou na luta pela vida.

A segunda é um rebuscar de fatos que foram transmitidos pelo rádio, ao longo de mais de 50 anos de profissçai, dentro do campo jornalístico. Fatos pitorescos, interessantes, às vezes lúgrubes, mas mostrando o outro lado da história de quem convive com a notícia no dia-a-dia de tantos anos.

A terceira parte é uma rápida demonstração da evolução dos tempos, que ganhou velocidade nos últimos 60 anos. Quem vive ou viveu esses anos é testemunha de uma evolução tão rápida, que se torna impossível acompanhá-la em todos os aspectos.

Roque não busca apenas a sua narração de leigo, mas busca especialistas nos diversos assuntos, a realidade dessa evolução em todos os campos.

“Nunca, em tempo algum da humanidade, o homem viu sequer 1% da evolução dos últimos 60 anos. Privilégio?

Talvez.”

"Trinta e tantas histórias – Do dramático ao pitoresco” (2007)

Com grata satisfação e encantamento, recebo o convite para prefaciar mais um livro de Roque de Rosa.

Impressionada fico com a delícia da leitura. Roque nos conta histórias de sua mocidade, de suas viagens pelo mundo, de Ibitinga, e tantas outras; algumas nos fazem chorar, outras assustam, mas muitas nos fazem rir, pois neste novo trabalho não há sequências de história, os assuntos se misturam, são contos que em poucas horas de leitura, você passa por diversos estágios emocionais, lágrimas, risos, alguns momentos de reflexão, e outros sentimentos que vão depender do intimo do leitor.

Neste livro, Roque relembra acontecimentos ocorridos em nossa cidade, citando nomes de pessoas que fizeram Ibitinga acontecer, no progresso de nossos bairros, na ajuda e educação dos mais necessitados, na religião, e tantos outros feitos. Nome de pessoas ilustres e fatos que estavam adormecidos em algum cantinho da nossa memória.

Roque de Rosa, livro como este será sempre bem vindo, pois no conjunto da obra, acredito na moral da história.

“Feliz do homem que tem boas histórias para contar, boas lembranças, tristes ou alegres, das quais devemos tirar o que há de bom, pois são esses momentos que edificam o caráter de um Homem”.

[Denise Majarão]

"Brutos e Inocentes" (2008)

*Carta aberta ao cidadão osvaldocruense:
Roque de Rosa

Osvaldo Cruz, 16 d setembro de 2008.
Caro amigo Roque de Rosa.
Recebemos os livros que você nos destinou e, como somos amantes da boa leitura, não perdemos tempo, abrimos um dos exemplares em busca de suas mensagens, com todo carinho que merece o escritor que nos distinguiu com dedicatórias tão significativas.
Nesta carta aberta, vamos fazer algumas referências sobre: “A vida em tempo real” e “A matula do andejo”, deixando o comentário sobre “Mundo velho sem porteira” para uma outra oportunidade.
Em “Vida em tempo real”, você, Roque, através de episódios de sua vida: dificuldades, lutas, sucessos, mesmo derrotas, na carreira de radialista, em especial, com desempenho em várias localidades, com destaque para Osvaldo Cruz e Ibitinga, narrando fatos que emocionam pela sua peculiar forma de mostrá-los ou deles participando, nos faz sentir a sua inabalável fé em Deus. Você é um forte. Em seu dicionário, não existe a palavra desânimo.
Na segunda parte da referida obra, “A força do rádio”, enaltecemos, diante de seus textos emoldurados com clareza, frases bem construídas, bom português, o seu agir, fazendo uso do rádio em benefício das pessoas em diversas ocasiões, como vemos em: “A menina e o câncer na língua” e “A mulher desaparecida”, para ficarmos em dois exemplos.
Na terceira parte, busca opiniões de especialistas que dão a seu livro escopos finais sobre temas de interesse de muitos.
Na “Matula do andejo”, livro que procuramos ler sem pressa, apreciando cada página, viajando com você por vários países do velho mundo: Inglaterra, Áustria, Alemanha, Holanda, sempre apreciando o belo que nos mostra em textos bem redigidos, coloridos com sua criatividade incomparável de grande comunicador, clareza comparável à mais cristalina das águas.
Como brasileiro do mesmo jaez que lhe é peculiar, captamos como partes mais altas as narrativas que trazem aspectos do nosso Brasil.
Na seqüência de sua obra, vem o Jalapão, pitoresco deserto do nosso nordeste que, pela sua colorida redação, ficamos informados de coisas deste Brasil que, mesmo como professor de História, no passado, não conhecíamos com os pormenores que você nos mostra engenhosamente.
A seguir, temos o Pantanal, talvez o maior cartão-postal do mundo, beco... belo... e que, em seu percurso, em suas pescarias, nas aventuras suas e de seus companheiros, nos mostra tamanho atrativo que nos incute a vontade de arrumar as malas, tomarmos o carro e seguirmos para lá, enquanto os depredadores não destroem as belezas ali reinantes.
As suas interferências sobre a Retirada da Laguna, baseadas em suas observações in locum, onde ocorreram aqueles fatos heróicos vividos por brasileiros realmente patriotas e, na narrativa do Visconde de Taunay, nos fazem lembrar de nossas aulas de História que, se fossem hoje, teriam rico material ilustrativo.
O episódio – Retirada da Laguna – como você emoldurou em sua narrativa, é verdadeiramente comovente e mostra até onde o heroísmo humano pode chegar... Por fim, Roque, a epopéia de Canudos, imortalizada em estilo grandiloqüente por Euclides da Cunha.
A leitura desta última parte de seu livro nos transmite algo de especial. Primeiro, porque somos grande apreciadores de Os Sertões, em seguida, nascemos na Bahia – Guanambi – nosso filho e familiares residem em Vitória da Conquista, onde você passou o caminho de Canudos.
Por fim, ainda com referência a Canudos e Euclides da Cunha, nossa filha mais velha, Adriane, representou o Colégio “Benjamin Constant”, por duas vezes, na Semana Euclidiana, Em São José do Rio Pardo.
Seu livro, Roque, tem grande valor histórico e seu peculiar estilo narrativo muito claro, você é grande comunicador, facilita a compreensão e oferece, sem complicações, as oportunidades para chegar às mensagens que são ricas e desejáveis e em bom português.

Ao cidadão, Roque de Rosa, radialista, empresário, escritor, homem de fé,”doutor honoris causa”, o nosso abraço.

Osvaldinho de Castro

Publicado no Jornal de Osvaldo Cruz, 19 de setembro de 2008. Página 1.5

"E a Fila Anda..."(2010)

O que se busca, quando se lê um livro?

Talvez buscamos na leitura de bons livros e bons autores as certezas absolutas da vida que não encontramos facilmente no cotidiano. Talvez um bom livro traga de volta aquele alento de que somos falíveis e que, mais dia ou menos dia, teremos nossas incertezas todas exposta e resolvidas, com a ajuda de uma frase bem feita, de um conto bem escrito, ou de uma pagina finita.

Faça um livro, crie um filho e plante uma árvore. Nessa ordem, ou não, o ditado mostra três certezas da vida que todo homem que se preza deveria ter. Mas o que fica mesmo é talvez maior prova da incerteza que atormenta o grande escritor: estar à frente do papel em branco. Você pensa, pensa, mas a palavra não vem, não vem.

Há livros que mostram a possibilidade da feliz eternidade, dada pelas mais diletantes religiões como a certeza única. Um bom livro agnóstico, por sua vez, traz a certeza da vida única, biológica e infalível aos seus passos. De certo mesmo, de definitivo, é que bons livros e bons autores devem trazer tudo, menos certezas.

Assim, “E a fila anda...”, certamente nos conduz para caminhos históricos, reminiscências de um uma experiência rica e avassaladora, em apenas observar as coisas e escrever sobre elas, como um raro e costumaz espectador do mundo. Dessa forma, nosso mestre Roque de Rosa conduz seus contos-alegorias para o primeiro campo da incerteza do homem: a prática mordaz de que tudo, ao fim, foi feito, sem certeza nenhuma.

Agora, algumas certezas do livro. Sua visão humanista é explorada em “O Santo de Ibitinga, trazendo à luz um lado do menino-santo que só um olhar isento de certeza poderia explora. Pensamos, ao certo, que a vida deve ser melhor vivida logo ao fim da leitura de “A maldição do cigarro”, crônica-desabafo e leitura essencial para quem um dia teve a certeza de que poderia parar de fumar e, claro, nunca o fez.

De certo, a leitura da crônica “Um mundo sem juízo”, nos deixa a pergunta: viagem a lua, pra quê? O que foi gasto despendendo tecnologia, viagens e vidas humanas para se ter certeza de que estamos sós, valeu a pena? Indaga nosso incerto cronista, denudando nossa burrice atômica, em se discutir o homem na lua, e deixar de leado o homem faminto e natimorto da África, esse sim certamente bem mais extraterreste aos nossos olhos.

Quem tem certeza de que ao fim, fizemos a coisa certa? Certamente, ninguém. Mas ao final da leitura de “E a fila anda..”, temos a certeza de que tudo acontece como sempre. Nossas dúvidas e inseguranças, talvez nem fazem mais sentido ao universo. È tudo tão grande, harmônico e, por isso mesmo, incerto.

Ao fim da viagem-crônica de Roque de Rosa, fica mesmo a certeza, exposta na idéia do filósofo italiano Umberto Ecp, em seu livro Kant e o Ornitorrinco: “Tempos atrás era indeciso. Agora já não tenho mais certeza disso”.
[Flávio Catalano]  

"...E PARECE QUE FOI ONTEM!"



No começo de 1942, meu pai e família chegavam à Califórnia. Morávamos em Vera Cruz, onde nasci, e meu pai trabalhava nos cafezais dos meus tios Carboni.Quando meus tios resolveram vender tudo em Vera Cruz e comprar terras novas em Califórnia, meu pai se juntou a eles e foi também. Meus pais sempre foram muito unidos aos meus tios. Imaginem a mudança. Um caminhão a gasogênio (pois era tempo de guerra e faltava combustível) trouxe-nos na frente. minha mãe e duas crianças: eu e o mano Bento. Meu pai foi de carroça. Imaginem, de Vera Cruz a Califórnia, cortando sertões, dormindo embaixo da carroça, com a mudança toda, cortando aquelas estradas perigosas, serras, ouvindo o esturro das onças até chegar na nova terra.”(trecho do livro “... e parece que foi ontem!” de Roque de Rosa).

"RETALHOS II" - (2002)


Confesso que recebi e aceitei o convite para prefaciar o novo livro do meu amigo Roque de Rosa.Antes de mais nada, tenho que historiar o meu convívio com este grande amigo que começou na cidade de Junqueirópolis.

Quando cheguei na referida cidade para estabelecer e iniciar a luta na profissão de cirurgião-dentista, encontrei com um jovem irrequieto e cheio de esperança, que também vinha para aquela cidade, assumir a rádio local, que estava à beira da falência, pois não vinha sendo muito bem gerenciada.

Chegamos juntos e dali nasceu uma forte amizade entre nós.Lutávamos pelas mesmas coisas; iniciávamos nossas vidas profissionais.

Volta e meia eu provocava Roque para vir para Ibitinga, pois tínhamos uma rádio com os mesmos problemas daquela, sendo Ibitinga uma cidade bem maior, melhor localizada e que certamente iria proporcionar a ele, Roque, um futuro melhor.

Ele sempre relutava diante dos meus convites, até que um dia ele teve uma desavença com a Direção da Coligadas, e chegando a mim perguntou-me se eu o traria até Ibitinga para conhecer e travar negociações com a Diretoria da Rádio local, que tinha na pessoa do Dr. Victor Maida, seu maior acionista.

Tomamos o Trem da Paulista e no dia seguinte estávamos em Ibitinga, onde falamos com o Dr. Victor Maida que de pronto se dispôs a arrendar a Rádio ao amigo Roque.

Assumindo uma Rádio em condições idênticas a de Junqueirópolis, com muita garra e uma dose de otimismo que só ele possui, iniciou a nova vida na cidade de Ibitinga.

Lutou muito e conseguiu o sucesso.

Depois de consolidado na rádio, passou a se interessar grandemente pela cidade em todos os pontos de vista.

Percebeu que "a Ibitinga secula" não tinha uma história definida e passou a se interessar por tudo o que a cidade tinha no seu passado, seu povo, sua gente, seus feitos e tudo o mais.

Elevou e levou o nome de Ibitinga para os quatro quadrantes do Brasil e até para o exterior, como membro da Academia de Letras do Mato Grosso do Sul, com sede em Campo Grande.

Escreveu diversos livros, sempre contando os fatos ligados a Ibitinga e seu povo.Elevou muito o nome e aumentou o conceito da cidade perante à nossa coletividade.

Agora, na sua ânsia de relutar a tudo o que lhe chega ao conhecimento, escreveu mais um livro para relatar fatos e fixar personalidades que fizeram a história de Ibitinga e o seu conceito de cidade hospitaleira, muito bem localizada em ponto estratégico do nosso Estado e pronta para um futuro muito promissor.

Ele relata com muita eficácia, tudo o que se tem de conhecimento sobre Ibitinga, com uma dose de muito amor e reconhecimento pela Terra que muito bem o acolheu.

Tudo o que se trata de Ibitinga ele propaga com muito entusiasmo e muita euforia, coisa que nos orgulha muito.

Roque de Rosa é para Ibitinga aquilo que ela mais precisava, pois a sua permanência, veio dar novo alento a tudo o que diz respeito à vida da cidade e de seu povo.

Nós ibitinguenses, agradecemos este filho adotivo com muito orgulho, pois somos sabedores de que grande parte de seu progresso deve ao seu otimismo.

É um contador de causos conforme ele mesmo se intitula, mas que nos faz relembrar alguma coisa do nosso passado, não muito distante.

ARY ROSA CASEMIRO

"...E PARECE QUE FOI ONTEM! 2"


Estou lendo mais um livro do amigo sincero Roque de Rosa. Ele, com o seu jeito de escrever com dois dedos na velha máquina, até hoje não aderiu e nem vai aderir  à internet. com a sua memória extraordinária nos traz belas recordações da Cidade Princesa da Alta Paulista, Osvaldo Cruz.

O homem é um lutador, exemplo digno de que a pobreza não é sinônimo de marginalidade, como dizem muitos por aí. É certo que o pai, Ângelo de Rosa, citado muitas vezes pelo Roque, era "linha dura" e filho como ele era para obedecer, nem que fosse embaixo de cinta! Quanta coisa boa ele nos traz de volta. Velhos personagens, hoje esquecidos, voltam num flashback. Ele completou o seu vigésimo livro e assunto não falta! O seu primeiro livro: "O Homem e o Rio" é hoje disputado pelos colecionadores como obra rara. Em Osvaldo Cruz, como ele mesmo conta, a condução, a princípio, foi a boa e velha bicicleta e as reportagens foram sucedendo-se, assim como os seus livros. O Roque é o mesmo: simples, caboclo, repórter 24 horas por dia, e ainda conhecedor de várias partes do mundo através de suas viagens. Os filhos são empresários em Ibitinga, há um médico,  mas quando começa a falar, ele se calam e escutam o velho, sempre atual. Lança, agora, o seu vigésimo livro: "...e parece que foi ontem! 2", que fará o mesmo sucesso dos anteriores, tenho certeza disso.

Admiro o Roque de Rosa por tudo que representou e representa para Osvaldo Cruz e Ibitinga. Não se sabe o que é melhor nele: o repórter, o escritor, o bom chefe de família, o amigo sincero, o compositor, o radialista, o jornalista, o humorista, o empresário, o vendedor. tudo nele é grande. Como diz o bom baiano, no popular,"merece uma estátua!".

Professor Sebastião Dassi - Tupã SP

NOVO LIVRO - Em 2015 ROQUE DE ROSA concluiu a narrativa do livro "IBITINGA - RISCOS DA HISTÓRIA".

Em decorrência de um problema de saúde, o profissional lendário de Ibitinga suspendeu o lançamento da obra, que deve em breve ser oficializado no meio literário.